<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066</atom:id><lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 03:39:25 +0000</lastBuildDate><title>Emeurgência</title><description></description><link>http://www.emeurgencia.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Emeurgência)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1142</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-8629917271671794890</guid><pubDate>Fri, 30 Jul 2010 03:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-29T20:39:25.036-07:00</atom:updated><title>Quando o deus é o diabo e quando o diabo é Deus?</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aurpXE8qGZA/TFJFTAdOSGI/AAAAAAAAAK4/4g7GuyemDEs/s1600/darth-vader-vs-luke-skywalker.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 276px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aurpXE8qGZA/TFJFTAdOSGI/AAAAAAAAAK4/4g7GuyemDEs/s400/darth-vader-vs-luke-skywalker.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499534287815198818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito tempo atrás, e quando falo “muito tempo”, Falo isso pensando que tenho hoje trinta e dois anos, então se pode supor que dez anos para mim é considerado um terço de minha idade, então para mim isso é “muito tempo”. Bem particularmente neste tempo considerado por mim “distante”, uma das nuances que tenho distintas na forma que tinha de crer e desenvolver minha fé até então evangélica, era o meu fanatismo pelos heróis da fé. Adorava as estórias, dos mitos sobrenaturais, homens que passavam semanas sem comer em devoção ao “senhor”. Homens que quase não tinham noites de sono devido a sua devoção e martírio em clamor e oração. Homens tais como ouvia os propagadores de suas estórias proclamarem em longos testemunhos usando o chavão bíblico; “que o mundo não mereceu”.&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia,serif;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me que ao ouvir tais testemunhos, que se for recitá-los novamente me faltariam paginas digitadas, e com certeza eu também usaria do mesmo artifício emocionando alguns e quem sabe até constrangendo e causando em outrem as mesmas sensações de menosprezo e pequenez que tais contadores de estórias me causaram; o sentir-me pequeno e não tão querido por Deus como estes grandes indivíduos que conquistaram o espaço e estatus de preferidos de Deus. Quando ouvia tais testemunhos, lembro-me que a percepção subjetiva que sentia era de que Deus não gostava de gente comum. Lembro-me de uma igreja por qual freqüentei lá pelos meus dezoito anos, onde diziam para mim “que na época enfrentava alguns problemas de aceitação e rejeição causados pela mesma denominação”, que o verdadeiro Cristão sempre tinha um lindo sorriso no rosto, e meu sofrimento testificava minha situação espiritual. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes seres do qual falo, “os heróis da fé”, seres sorridentes que não fazem “xixi e coco” provavelmente porque não comem e bebem também, exerceram um fascínio torturador em minha história de fé evangélica. A exemplo de tais indivíduos, e em emoção originalmente produzida pelos tais vendedores de sonhos, “os contadores de estórias”, mergulhei-me em longos jejuns, orações e vigílias, isso em madrugadas constantes, com intuito de também eu ser um “predileto de Deus” ou algo próximo a isso, e através destas ações fazer Ele apenas ser simpático a minha pessoa, isso já me bastava. Na linguagem mais evangélica passei a odiar os sentimentos mais comuns como o fazer uma refeição sem pensar nos “famintos”, ou ter uma noite de sono sem no mínimo duas horas antes levantar clamor desesperado pelos que sofrem nas ruas. Vendo e absorvendo os tais “homens de deus” tive a lição de que Deus odiava o prazer e a sensação de bem estar, e o que ele desejava para os seus amados era que através da humilhação, mutilação e flagelo de suas personalidades eles encontrassem a tão desejada “santidade”.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje me pego pensado em tais conceitos, vejo por quanto sofrimento e perda de tempo passei, e quando busco olhar para traz em busca dos tais “contadores de estórias” que se eu for contabilizar foram tantos quanto às estórias que ouvi, não encontrei ao menos um que tenha feito jus a tais conceitos. Na verdade o que acabei encontrando, foram pequenos parasitas que sobreviviam no pretexto, se utilizando de uma virtuosa capa de “revolução” para sobreviver dos trocados e fé dos enfeitiçados por seus miraculosos contos. O que me entristece é perceber que naquele tempo eu também estava imerso entre estes enfeitiçados, e fui um dos que também caiu no conto, mas não o conto do vigário e sim dos “pastores, avivalistas, evangelistas e afins”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tão triste olhar para traz e perceber que este deus que me foi pregado pelos “contadores de estórias”, não esta nem próximo aos Deus ao qual descobri. Se eu for analisar a descrição do deus dos contadores de estória, ele estaria muito melhor descrito e aplicado se fosse descrever não a Deus, mas sim o diabo. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que posso dizer hoje é que o Deus que descobri longe dos contadores de estória, é um Deus que não é inimigo do prazer, aliás, sente-se muito feliz em ver seus filhos em felicidade. É um Deus que aprecia a boa música, e que embora as infelicidades contidas no mundo sempre têm espaço para fazer alguém feliz. É um Deus que se preocupa com os perdidos, mas também quer fazer felizes os achados. Um Deus que não quer o martírio, e por isso carregou todas as dores sobre si, um Deus que detesta berros revoltados, irracionalidade e fanatismo, mas adora uma boa conversa. Hoje com alegria digo que fugi da ditadura do Deus dos contadores de estória, e fui achado pelo Deus dos simples, comuns e miseráveis, o Deus dos pecadores como eu.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Meus desejos de Bem e Paz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Leandro Barbosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-8629917271671794890?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/quando-o-deus-e-o-diabo-e-quando-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aurpXE8qGZA/TFJFTAdOSGI/AAAAAAAAAK4/4g7GuyemDEs/s72-c/darth-vader-vs-luke-skywalker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-7263690718259325673</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T13:02:27.479-07:00</atom:updated><title>Mantendo cristã a proclamação cristã</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEijwjaSwjI/AAAAAAAADW8/jwjAxqisMDw/s1600/35332.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 314px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEijwjaSwjI/AAAAAAAADW8/jwjAxqisMDw/s400/35332.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496823399740260914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo isso leva ao que Jurgen Moltmann chama de “dilema entre identidade e envolvimento”. A igreja cristã está enfrentando uma crise de identidade e uma crise de relevância. Quanto mais busca abraçar uma identidade distintamente cristã, menos relevante ela se torna. Quanto mais busca ser relevante, mais perde sua distintiva identidade cristã. Um ocasiona a deterioração através de assimilação indiscriminada, São as atitudes da comunidade cristã que servem de intérprete para a mensagem cristã. o outro ocasiona a deterioração através de um recolhimento sectário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na busca para resolver esse dilema, este artigo propõe que a igreja se recuse a comprometer ou adulterar o evangelho. Em meio a Babel, a igreja deve continuar a proclamar uma mensagem que seja distintivamente cristã. Convicções cristãs devem ser expressas em linguagem cristã. A igreja, no entanto, deve também habitar a narrativa cristã. É essa habitação e incorporação da narrativa cristã que a torna compreensível (e talvez até mesmo atraente) para a sociedade. São as atitudes da comunidade cristã que servem de intérprete para a mensagem cristã. Dizer que os cristãos acreditam em Deus se manterá “verdadeiro mas pouco interessante” até que a comunidade assuma uma forma que revele o caráter do Deus cristão. A igreja, portanto, deve continuar a falar a linguagem do cristianismo. Fundamentando-se na história bíblica e na tradição cristã, a igreja será capaz de engajar-se numa conversação genuína e de dar continuidade à narrativa cristã, pois o cristianismo não é uma série de dogmas, mas uma história a ser finalizada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Histórias é que são particularmente eficazes na tarefa de subverter ou modificar outras histórias. Como escreve Tom Wright, “diga a uma pessoa para fazer alguma coisa e você muda a vida dela por um dia; conte a essa pessoa uma história, e você muda a vida dela por completo”. Portanto, proferir linguagem cristã e incorporar a narrativa cristã deve ser a resposta da igreja para a presente situação. Ao manter-se um corpo gerador de histórias ela ganhará liberdade do torvelinho de narrativas que saturam a sociedade. Os profetas hebreus, de Moisés a Jesus, entendiam o poder único da linguagem e das narrativas. A cultura de Babel procura destruir a linguagem porque entende também que as realidades sociais podem ser renovadas pelo poder da palavra. Ao proferir a Palavra que é Cristo e ao encarnar a Palavra vivendo em Cristo, a igreja faz mais do que meramente reformar Babel, e começa a demoli-la por completo. Por essa razão a igreja que vive de modo profético permanece “intensamente preocupada com questões linguísticas e epistemológicas”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há quatro elementos dessa linguagem e modo de vida cristãos que merecem ser examinados em maior detalhe. O primeiro é a pessoa de Jesus; conhecer a narrativa de Jesus deve ser o primeiro passo para qualquer coisa que seja genuinamente cristã. O segundo é a compreensão única de Deus revelada pela teologia trinitariana. O terceiro é o coração do cristianismo missional, encontrado no Reino de Deus, e o quarto é a anunciação do perdão dos pecados. Essa proclamação com quatro aspectos apresenta os elementos particularmente cristãos e teológicos que são rapidamente abandonados quando a igreja tenta falar a linguagem da cultura, passando a colocá-los numa posição central – de onde não deveriam ter saído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Daniel Oudshoorn&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; - Poser or Prophet&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Via - &lt;a href="http://www.baciadasalmas.com/"&gt;Bacia Das Almas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-7263690718259325673?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/mantendo-crista-proclamacao-crista.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEijwjaSwjI/AAAAAAAADW8/jwjAxqisMDw/s72-c/35332.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-41101465751598545</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T12:56:48.968-07:00</atom:updated><title>Procuram-se amigos</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiidHtpatI/AAAAAAAADW0/b_FryM5kfWs/s1600/friends_300.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 357px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiidHtpatI/AAAAAAAADW0/b_FryM5kfWs/s400/friends_300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496821966376102610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando eu era menino, mamãe me aconselhava a tomar cuidado com os meus amigos. Depois, quando cresci mais, papai repetiu o surrado provérbio: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Passados vários anos e com tanta água sob pontes e viadutos, não consigo avaliar se consegui obedecê-los. Sinto, porém, que preciso achar novos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à meia idade bem decepcionado com a palavra Amizade. Esfolei os joelhos nos desdéns, aprofundei as ranhuras da cara com decepções e perdi tufos de cabelo com traições. Mas mesmo assim, reluto; não posso tornar-me cético, sei que devo manter-me próximo de amigos verdadeiros - Isso não é fácil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz pouco tempo, devido à internet, encontrei um colega (já não posso chamar-lhe de amigo) - estranho, eu o considerava um "irmãozão". Havíamos perdido o contato há alguns anos. Redigi e mandei-lhe uma mensagem cheia de afeto e saudade. Na verdade, eu estava carente, necessitado de vínculos leais. Tal como um doente que aperta a campainha da UTI, desesperado pelo socorro do médico, eu clamava por sua atenção. Arrazado, amarguei uma resposta horrível. Ele candidamente agradeceu a “carta eletrônica” e não hesitou em propor que, daquele dia em diante, compartilhássemos esboços de sermão. Quase chorei. A última coisa que eu precisava era um “esqueleto” de pregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mesmo amealhando decepções, insisto em garimpar amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser amigo de quem valoriza a lealdade. Quando papai esteve preso, o estigma de subversivo grudou nele. Um dia, ele me contou com lágrimas nos olhos que vários ex-colegas da Aeronáutica desciam a calçada para não se verem obrigados a cumprimentá-lo. Guardo esse trauma e, sinceramente, não consigo lidar com amizades de conveniência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso acreditar em amizades que não se intimidam com censuras, que não retrocedem diante do perigo e que não abandonam na hora do apedrejamento. Amigos não desertam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser amigo de quem eu não deva me proteger, mas que também não se sinta acuado e com medo de mim. Não creio em companheirismo lotado de suspeita. Grandes amigos são vulneráveis; conversam sem cautela; sentem-se livres para rasgar a alma e sabem que confidências e segredos nunca serão jogados no ventilador da indiscrição. Amigos preferem proteger os amigos a defender normas, estatutos e leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser amigo de quem não se melindra com facilidade. Eu me conheço, sei que piso em calos. Agrido com meus silêncios. Uso a introspecção para tecer comentários ácidos e impensados. Às vezes quanto mais tento, mais me mostro tosco. Vou precisar de amigos que tolerem as minhas heresias, hesitações e pecados. Dependo de que suportem o baque de minhas inadequações, e que sejam teimosos em me querer bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser amigo, não simples parceiro de vocação. Já preguei em igrejas em que o pastor, depois da programação, se despediu de mim na calçada do aeroporto e nunca mais tive notícias dele ou da igreja. Não vou colocar o meu nome em conferências ou congressos que só me querem para divulgação. Recuso-me a reforçar eventos que engradecem pessoas ou instituições, mas não criam vínculos de carinho ou de cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não aguento abraços coreografados. Manifestações artificiais de coleguismo, me enfadam. Tornou-se ridículo para mim testemunhar pessoas dizendo "somos uma só família em Cristo" e depois vê-las alfinetando os "irmãos" com comentários venenosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizades certinhas, alimentadas por pieguismo e textos re-encaminhados de power-point, já não dizem muita coisa. Quanta preguiça e descuido jazem nas entrelinhas dos cartões de aniversário com frases prontas. Verdadeiros amigos sabem que seus sentimentos são preciosos e como é valioso compartilhá-los. Amizades superficiais são mais danosas do que inimizades explícitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser amigo de quem não tem necessidade de parecer certinho. Não tolero conviver com quem nunca tropeça nos próprios cadarços ou que jamais admitiu ter sonhos eróticos. Ando cauteloso com quem se arvora de ter a língua sob controle absoluto.Vez por outra preciso relaxar, rir do passado, sonhar maluquices para o futuro e conversar trivialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessito de amigos que se deliciam em ouvir a mesma música duas vezes para perceber as sutilezas da poesia. Como é bom encontrar um velho camarada e comentar aquele filme que a gente acabou de assistir. Adoro partilhar pedaços do último livro que li. Vale contar com amigos que numa mesma conversa, elogiam ou espinafram políticos, pastores, atores, árbitros de futebol. Não existe preço para riso ou lágrima que vem da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero terminar os dias e poder afirmar que, mesmo desacreditado das ideologias, dos sistemas econômicos e das instituições religiosas, jamais negligenciei a minha melhor fortuna: meus bons e velhos amigos. Contudo, ainda desejo encontrar mais amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ricardogondim.com.br/"&gt;Riardo Gondim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-41101465751598545?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/procuram-se-amigos.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiidHtpatI/AAAAAAAADW0/b_FryM5kfWs/s72-c/friends_300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-1534876202880746527</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T12:53:23.762-07:00</atom:updated><title>François Varillon - O poder de Deus e o poder do amor</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEihjXhvGHI/AAAAAAAADWs/yNkDN1VFwfg/s1600/pather_panchali-2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 282px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEihjXhvGHI/AAAAAAAADWs/yNkDN1VFwfg/s400/pather_panchali-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496820974188697714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Nós, cristãos, afirmamos tranquilamente, como se isto fosse evidente,  que Deus é todo-poderoso ou será que pronunciar tais palavras provoca em  nós um mal-estar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que para muita gente, isto não apresenta dificuldades;  efetivamente, Deus é Deus, não se compreende como não será  todo-poderoso. Mas há outras pessoas, contudo, cada vez mais numerosas  na época de crise que ora atravessamos, para as quais as afirmações de  uma onipotência de Deus é o mais grave motivo para não crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejamos superficiais ao analisar a posição desses homens: no fundo,  eles julgam mais digno do homem e, consequentemente, mais verdadeiro  proferir um céu vazio ao fantasma de um Imperador do mundo, potentado,  déspota, dramaturgo supremo, a manobrar as marionetes da tragicomédia  humana, fixando, petrificando ou curto-circuitando liberdades, que,  aliás, supõe-se que haja criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito ateus que são ateus por lhes parecer contraditório o conceito do  Absoluto ou de Transcendente. Creio, porém, que a maioria dos ateus são  aqueles que abominam uma onipotência que seria denegadora ou destruidora  de nossa liberdade. De todas as flechas que visam a fé cristã ou mesmo  ao deísmo, a que pretende ferir Deus em sua onipotência é a que mais  seguramente se aproxima do alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se reflito naquilo que creio (e eu os convido a refletir naquilo em  que crêem), vejo claramente o seguinte: seria radicalmente impossível  para mim fiar-me em Deus, abandonar-me a Ele em confiança se nada  soubesse sobre a natureza de seu poder. Ele é todo-poderoso mas poderoso  com que poder? Diante de um ser muito poderoso, recomenda-se prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais elementar sabedoria manda desconfiar. Antes de tudo, permanecer  livre, salvaguardar a independência. Mais vale o niilismo (do latim,  nihil: nada) que a escravidão. O niilismo é a grande tentação deste  século, pois o gosto pelo nada, por amargo que seja, é menos amargo que o  da servidão. Entre não ser e ser escravo do poder de Hitler, escolho  deliberadamente não ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que o niilismo é um sonho, pois o fato é que eu existo. Mas  posso ao menos deixar-me escorregar pela rampa que conduz ao suicídio.  Menor loucura é suicidar-se que cair nas mãos de alguém que nos ameaça a  liberdade. Não posso afirmar que creio num Deus todo-poderoso, a não  ser que tenha a certeza de que se trata de um poder que não ameaça a  minha liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros termos (e aqui peso as palavras, pois se trata do essencial de  minha fé), se eu não acreditasse que Deus só é poderoso para amar e ir  até o cúmulo do amor, até a morte (morrer pelos que se ama) e o perdão  (perdoar os que nos matam), se eu não acreditasse que o poder de Deus é  um Sobrepoder cuja natureza é renunciar por amor à utilização dos meios  do poder para manipular as criaturas, eu imediatamente aceitaria que os  homens descessem a encosta do sonho niilista e teria o cuidado de não  acusar meus contemporâneos que se deixam fascinar por esse sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muda, porém, se a onipotência de Deus é a onipotência de amor.  Entre onipotência e amor todo-poderoso, há uma grande diferença; há,  literalmente, um abismo. O cristão não diz acreditar que Deus é  todo-poderoso, diz acreditar em um Deus Pai todo-poderoso. Importância  decisiva na preposição “em” seguida do nome próprio. No credo, a  afirmação de Deus e de sua onipotência é pronunciada e compreendida num  movimento de confiança e amor, expresso precisamente por essa  preposição. Dizer: creio em ti é dizer: sei que teu poder não é um  perigo para a minha liberdade, mas que ele está, bem ao contrário, a  serviço de minha liberdade. “Crer em”, a chave é esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé é o impulso de todo ser para Deus, o comprometimento do mais  profundo de si; se assim não for não se trata de fé. Um tal impulso  seria delírio e loucura, não houvesse a certeza de que Deus é  todo-poderoso para amar, que o amor, não o poder, é que é a essência de  Deus; que o poder é um atributo do amor. Confiar-me sem reservas a um  poder que poderia ser perigoso para minha liberdade seria loucura.  Abandonar-me a um ser desprovido de poder seria igualmente loucura. E a  ideia de um amor isento de poder ou energia é igualmente louca,  insensata. Mas, ao contrário, o que se preenche magnificamente de  sentido é a acolhida à Energia de amar. Ora, o Espírito Santo é isso: a  Energia Divina de amar que nos foi dada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer na onipotência de Deus, crer que Deus é todo-poderoso sem acreditar  nele: nada há de igual para falsear a vida religiosa pela raiz. Nada de  igual para desencadear uma mentalidade mágica. A história das religiões  demonstra que a mentalidade e as práticas mágicas pululavam na história  e ainda em nossos dias, mesmo nos meios cristãos, a despeito dos  eufemismos vocabulares eclesiais. Não nos deixemos enganar pelas  palavras. O que está em jogo, em relação a Deus, são frequentemente o  interesse e o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manda o interesse que se busque utilizar a onipotência em nosso  benefício; e exige o temor que se encontrem meios de preservar do perigo  que ela encerra. E isto nada tem a ver com a fé. É magia. Se fosse  possível psicanalisar o conteúdo do espírito de certo número de cristãos  mal-educados, perceber-se-ia que eles dizem, baixinho: “O que será que  Deus está cozinhando lá em cima? Que estará preparando para mim? Ventura  ou desventura? Saúde ou doença? Sucesso ou fracasso? Por interesse e  por temor, vou orar para que não me prepare nada de desagradável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia em que surge a tentação de exorcizar radicalmente a ameaça,  dizendo: não há um Deus todo-poderoso. Nesse momento é que o ateísmo  irrompe para a consciência adulta como a mais racional das atitudes. E  isto não é de todo falso. É só não esquecer a frase de Pascal: “O  ateísmo é sinal de força do espírito, mas só até certo grau”. Porque sob  o céu transformado em deserto, esvaziado do supremo todo-poderoso,  nascem e proliferam outros poderes, poderes que não se temerá  absolutizar alegremente, em todos os níveis da vida individual e  coletiva. São poderes que bem conhecemos: dinheiro, sexo, raça, partido,  etc. Tudo nele pode tornar-se poder de dominação, de opressão, de  destruição. Toda mutação da civilização é, de certo modo, uma mutação de  idolatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto – magia supersticiosa ou ateísmo negativo (a escolha é de  vocês) é inevitável, se o poder de Deus não for compreendido como poder  de amor. O cristão crê na onipotência do amor. A fé é um ato íntimo de  sua liberdade, que o compromete até o mais profundo de si e o põe em  movimento rumo a um Amor que só sabe amar. O cristão não diz que crê em  Deus todo-poderoso; ele diz crer em Deus Pai todo-poderoso. O que clama,  o que canta é o poder de uma paternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura do Credo é trinitária. Nem eu nem os cristãos cremos que  Deus é um eterno Narciso, a contemplar a si mesmo, a admirar-se, a  consumir-se a si mesmo, a absorver-se, a encarnar-se. Crer num tal Deus  seria manifesto absurdo. Quando muito, eu poderia pensar que tal Deus  narcísico existe. Mesmo assim... crer nele é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser a preposição “em” é essencial ao ato de fé, Aquele em quem eu creio  só pode ser o Pai. E se o nomeio Pai, isto exige que, no mesmo impulso  de pensamento e de amor, eu nomeie também o Filho e o Espírito. Dizer  que Deus é amor, e dizer que Ele é Trindade é exatamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-07-10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Extraído de "Crer para viver" - Edições Loyola - páginas 143-147)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Via -  &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://ricardogondim.com.br/"&gt;Ricardo Gondim&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-1534876202880746527?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/francois-varillon-o-poder-de-deus-e-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEihjXhvGHI/AAAAAAAADWs/yNkDN1VFwfg/s72-c/pather_panchali-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-2098329475467190391</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T12:47:50.216-07:00</atom:updated><title>Tão cristãos, mas tão diferentes de Cristo...</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEigW7s6O_I/AAAAAAAADWk/Kf2tFMUGAUA/s1600/super_crente.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 222px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEigW7s6O_I/AAAAAAAADWk/Kf2tFMUGAUA/s400/super_crente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496819661049314290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;É de Gandhi  a famosa frase: “Eu gosto do seu Cristo… mas não de seus cristãos. Seus  cristãos são tão diferentes de seu cristo”. Para completar seu  pensamento, aquele que foi indicado cinco vezes ao Prêmio Nobel da Paz  acrescentou: “Estou seguro de que se ele vivesse agora entre os homens,  abençoaria a vida de muitos que talvez jamais tenham ouvido sequer seu  nome”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gandhi estava absolutamente certo em relação à sua percepção do  cristianismo. Boa parte dos cristãos não se parece nada com Cristo. O  que é lamentável, porque o desejo de Jesus é que seguíssemos suas  pisadas. Ele mesmo disse que deveríamos fazer nós também o que ele havia  feito: servir, amar, promover a justiça e a paz. Quando, na forma de  servo, lavou os pés dos discípulos, ele disse que tinha feito para eles  assim também fizessem a outros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jesus deu grande ênfase na proposta de que fossemos um com ele, assim  como ele era um com o Pai. Tivéssemos unidade, identidade, semelhança.  Esse é o propósito final na obra de Cristo, o sonho de Deus para nós,  que sejamos semelhantes a ele. Filhos e filhas de Deus, irmãos e irmãs  de Jesus, nosso irmão mais velho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ser semelhante a Jesus é amar a Deus com todas as suas forças, com todo o  entendimento e de todo o coração. E ao próximo como a si mesmo. E o  próximo é mulher, homem, preto, branco, rico, pobre, índio, não índio,  heterossexual, homossexual, religioso, ateu. Todos devem ser amados, sem  discriminação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se todos amassem ao próximo como a si mesmos, o paraíso seria  estabelecido na terra. Seria feita a vontade de Deus assim na terra como  no céu. O Reino de Deus já estaria estabelecido. Porque esse é o amor  absoluto, como diz François Varillon, com que Deus nos amou e nos ama, a  ponto de morrer por nós. Eu não teria coragem de morrer por outros,  talvez por algumas pessoas mais próximas, mas não por um desconhecido.  Mas Deus, em Jesus, assim nos amou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como o bom samaritano, preciso aprender a amar e ajudar o pobre à beira  do caminho, o vizinho necessitado, o familiar desassistido, o irmão que  sofre. Esse amor tem se revestir de concretude para que eu vista o nu,  dê comida ao faminto, água ao sedento, visite o preso e o doente, acolha  o estrangeiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ser semelhante a Cristo é abraçá-lo, olhar para ele e dizer: “quero ser  como você quando crescer. Sei que não sou o que deveria ser, mas quero  ser como você”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Diante de tudo isso, só me resta concordar com Gandhi. Os cristãos somos  muito diferentes do nosso Cristo. Eu, de minha parte, estou tentando e  desejando muito ser parecido com ele. Estou tentando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;a href="http://marciorosa.wordpress.com/"&gt;Márcio Rosa da Silva&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-2098329475467190391?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/tao-cristaos-mas-tao-diferentes-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEigW7s6O_I/AAAAAAAADWk/Kf2tFMUGAUA/s72-c/super_crente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-5351128318529885274</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T12:41:03.977-07:00</atom:updated><title>Você só come comida cristã?</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEideWsdO6I/AAAAAAAADWc/0EfKiPgHZWI/s1600/dieta5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEideWsdO6I/AAAAAAAADWc/0EfKiPgHZWI/s400/dieta5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496816490019371938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Foi o que fizeram com a música!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Todos os dias nós comemos. Na maioria das vezes, conjuntamente bebemos.  Certa ocasião, à mesa para uma refeição cotidiana, me veio à mente uma  hipótese no mínimo curiosa. Já imaginou se alguém, ao se converter  verdadeiramente ao Senhor Jesus, arrependendo-se de tentar viver a vida  de forma independente de Deus, fosse encorajado por outrem a comer, a  partir de então, apenas comida cristã? Como seria? Em que loja de  supermercado ou mini-mercado a encontraria? Em que lanchonete ou  restaurante teria para se comer a comida já pronta? Que igreja, ou  melhor, empresa, a disporia para degustação promocional nas melhores  lojas do ramo, ou a promoveria nas rádios, tvs, revistas, enfim, na  mídia em geral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais seriam as condições ou parâmetros para que tal  recomendação pudesse ser praticada? Afinal de contas, o texto de I  Coríntios 10:31, é literal ao dizer: "seja comer, seja beber, ou  qualquer outra coisa fazer, tudo seja feito para a glória de Deus". Se  comida aparece de forma tão explícita, deve existir aquela mais adequada  ou exclusiva para ser ingerida para a glória de Deus. Quem sabe,  trata-se de um tipo de comida especial, ou talvez cozida por pessoas  especiais, talvez de uma família especial. E por que não levantar a  hipótese de um ministério também especial para tal, o ministério  sacerdotal da culinária ou,os cozinheiros sacerdotes? Aqueles que  através da sua arte culinária unem as pessoas a Deus ou que, por meio do  seu serviço, ministram aos outros de forma que o alimento que produzem  torna-se cheio de uma unção especial e específica:   'unção da  culinária'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que você até esteja considerando todas as palavras que  escrevo. Vamos, então, pensar um pouco mais nessa curiosa hipótese  sugerida. Talvez a primeira condição para o reconhecimento de uma comida  como cristã fosse a sua composição, o seu conteúdo, os seus  ingredientes. Então, quais seriam eles? Que ingredientes seriam os mais  adequados ou  sagrados? Vegetais, por serem alimento pré-queda do homem e  não virem da morte de animais? Animais, porque durante um bom tempo  eram oferecidos em sacrifícios? E porq ue não perguntar sobre a  possibilidade de todos os feijões, arrozes, carnes, saladas, e tudo o  mais, dependendo apenas da forma e quantidade que se ingere? Para  alguns, certamente o sal seria presença determinante na conceituação de  uma comida cristã, pois a própria Bíblia informa sua importância para  que o mundo ganhe sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, possivelmente o vinho, apesar  de provocar um sabor todo especial, não deveria constar, face seu  conteúdo alcoólico - embora, para alguns mais 'bíblicos', esse seria o  ideal, pois, questionamentos à parte, simplesmente, é bíblico. Mas nem  todos gostam de tais ingredientes. E mais, alguns até gostam, porém, não  podem ingeri-los por uma questão de saúde. Fatalmente, determinar  alguns ingredientes como comestíveis pelo cristão e outros não seria uma  aberração,ou algo simplesmente ilógico. Certamente tal decisão não  poderia ser tomada a partir do seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como, então, identificar o que significa uma comida cristã?  Deixando de pensar em relação à sua composição, pensemos, então, na sua  aparência. Certos alimentos não têm uma boa apresentação ou são  diretamente relacionados às práticas ou aos povos historicamente  apegados ao que não vem de Deus. E, enfim, imagem é algo fundamental,  sobretudo quando se está à mesa. Aí eu me pergunto: Comemos ou não com  os olhos? É muito mais fácil pagarmos mais caro por um delicioso  sanduíche fotografado com muita arte e exposto acima da bateria de  caixas de um fast-food famoso, do que simplesmente ingerirmos aquele  delicioso pirão gosmento em meio a um ambiente barato e simples, servido  numa panela machucada de alumínio e, ainda por cima, queimada no fundo  por tantos anos de fogão. Certamente a comida cristã que procuramos  teria uma aparência saudável, "santa, separada", e possivelmente um  aspecto mais pautado em outra cultura do que na nossa, principalmente se  tivéssemos sido evangelizados por pessoas de outras culturas como os  missionários trans-culturais. Aliás, essa é uma grande tendência de  alguns povos e também grande mal dos brasileiros, que têm uma  gastronomia tão boa, como afirma o famoso chefe de cozinha 'Jun  Sakamoto', de origem oriental e que se tornou referência na gastronomia a  partir de São Paulo e Nova York: "O brasileiro muitas vezes, ao  procurar uma boa comida, pensa primeiro na italiana, francesa,  portuguesa, chinesa, japonesa, para depois se referir à brasileira."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica claro, então, que além do seu conteúdo, também não se pode definir  comida cristã a partir da sua aparência. O que fazer? Por que, então,  não partirmos para tentar defini-la em função da sua autoria? Quem a  está fazendo? Quem é o cozinheiro ou cozinheira? De que mãos nascem  essas saborosas, belas, memoráveis e saudáveis refeições, e por que não  dizer, banquetes? Se formos avaliar apenas a partir da sua técnica,  seríamos tentados a medir a autenticidade possivelmente com base na  formação do seu autor. Que cursos gastronômicos ou de nutrição  freqüentou? Qual a sua formação acadêmica? Engenharia de alimentos?  Estudou em alguma renomada faculdade do ramo? Qual a sua capacitação  técnica para desenvolver tais alimentos? Escreve ou lê receitas? Ou será  que ele, ou ela, são capazes de criá-las simplesmente - por possuírem  um dom específico na área - independente do tempo de fogão? E por falar  em tempo de fogão, certamente a experiência poderia também ser um  possível parâmetro. Será que tal cozinheiro possui experiência no  assunto? Há quanto tempo ele cozinha? Em que restaurantes trabalhou? É  profissional da área, independente da sua formação acadêmica? Com quem  já fez parcerias? Ou, para quem cozinhou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses questionamentos podem até nos ajudar a identificar uma  comida muito bem feita, talvez de boa fama, deliciosa de se consumir, e,  até, agradável aos olhos. No entanto, jamais os seus ingredientes, a  sua aparência, ou a técnica, a experiência e a capacitação natural do  seu autor para desenvolvê-la podem defini-la ou não como uma comida  cristã. É óbvio que não existe uma comida cristã. Pode ser que cristão  seja aquele que a produz. E você pode até estar achando tudo isso aqui  meio ridículo. Mas foi exatamente o que fizeram com a nossa música chama  de "cristã". Releia o artigo, substituindo a palavra "comida" por  "música", e com algumas pequenas adequações, e constate tal realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Senhor, Pai da Luzes e das Artes, Criador Criativo em tudo,  abençoe você ricamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não ler: deseja-se criar uma classificação para música como  cristã, muitas vezes baseada no seu conteúdo, na sua aparência ou na  técnica, experiência ou talento natural do seu compositor, quando na  realidade não existe música cristã propriamente dita, mas sim cristãos  que fazem músicas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto Guedes - &lt;a href="http://www.cristianismocriativo.com.br/"&gt;Cristianismo Criativo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-5351128318529885274?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/voce-so-come-comida-crista.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEideWsdO6I/AAAAAAAADWc/0EfKiPgHZWI/s72-c/dieta5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-3061269601582544488</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T12:30:46.838-07:00</atom:updated><title>O que nos tornamos?</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEicW9ALwXI/AAAAAAAADWU/gXWdZXxb3dY/s1600/metamorfose-de-michael-jackson.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEicW9ALwXI/AAAAAAAADWU/gXWdZXxb3dY/s400/metamorfose-de-michael-jackson.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496815263352078706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"A cristandade no deságuar da  pós-moderndiade necessita de sair da grutas da conformidade e do  partidarismo religioso para, enfim, exalar uma mensagem de esperança e  alegria."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ultimamente, tenho observado  uma gama de opiniões ferrenhas e ácidas com relação aos rumos do  evangelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os ecos de objeção ao dito  neopentecostalismo tem merecido, devo reconhecer, sem qualquer  hipocrisia, textos sublimes e profundos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Aliás, não para por ai,  deparo-me com proposições em busca de um evangelho alforriado do  institucionalismo religioso, do partidarismo eclesiástico, das permutas  do poder espiritual e temporal (principalmente em períodos de sucessão  eleitoral), da coqueluche de uma fé utilitarista, individualista,  coisificadora e desteologizada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Evidentemente, a guisa dessas  palavras, muitos endossam e soerguem o estandarte de um novo avivamento,  de uma revolução sem precedentes nas entranhas do cristiansimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Faz-se notar também e tenho a  coragem de abrir o jogo, quantas vezes confecciono comentários na  palavra do leitor e em outros meios de informação e elucubração, mas, lá  no fundo, reluto em fazer uma balanço de todo esse esforço e adendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ora, deixo bem claro, sou  leitor pensadores do naipe de Paul Tillich, Rudolf Buttman, Calvino,  Karl Barth, Kant, além de outros pensadores inclinados a nos convidar a  entrarmos na embarcação e degustarmos a liberdade de ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Agora, também não posso  olvidar, e, recentemente, isto me veio a baila, da urgência de  resgatarmos um discurso imantado pela simplicidade do evangelho de  Cristo, da oração afetuosa, da adoração suave, da meditação  descompromissada diante da palavra, da coragem de ser diante de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Acredito, piamente, ser  magnífico o campo disponibilizado pela Ultimado, no espaço do leitor.  Tenho identificado quanta gente de estirpe, de calibre, de naipe e  excelência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No entanto, não seria também  relevante arguirmos sobre o por qual motivo não há uma pauta veemente no  tocante a temas relacionados a comumhão espiritual do servir, do ouvir e  tolerar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;De modo semelhante, a uma vida  de oração, de compromisso e comprometimento no âmbito da comunhão dos  santos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É bem verdade, a internet e  outros instrumentos tecnológicos revolucionaram o intercâmbio de idéias e  experiências; mas isso não pode, em hipótese nenhuma, substituir a vida  inter-relacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quão tétrico ou triste  representa flagrar uma relutância das pessoas, dentro das igrejas,  voltadas a preencherem os seus interesses, a defenderem as suas idéias e  mais nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sabe, talvez, seja necessário  revermos o por qual motivo estamos sendo tão e assaz inexoráveis ou  implacáveis no que tange a Igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Será que não estamos num  momento de renovação espiritual e retorno a simplicidade da Graça, de  Cristo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por hoje, essas são as minhas  palavras e peço ao Espírito Santo continue a remover as mazelas  inseridas na minha alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por:  Robson Santos Sarmento  Via/&lt;a href="http://www.ultimato.com.br/"&gt;Ultimato&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-3061269601582544488?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/o-que-nos-tornamos.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEicW9ALwXI/AAAAAAAADWU/gXWdZXxb3dY/s72-c/metamorfose-de-michael-jackson.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-2305446171641845309</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T12:11:13.926-07:00</atom:updated><title>Deus é inocente</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiXxiplHII/AAAAAAAADWM/_TK-VyWu4i0/s1600/DIOS.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 304px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiXxiplHII/AAAAAAAADWM/_TK-VyWu4i0/s400/DIOS.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496810222576278658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Se o céu existe, Deus tem muito que explicar". Essa afirmação do Robert  De Niro faz eco em meu coração. Também experimento o incômodo de deixar  Deus sub judice diante do sofrimento humano. Não me conformo diante das  injustiças da vida. O argumento de que todos somos maus e em última  análise ninguém mereceria ser poupado do mal não me satisfaz. Sou  daqueles que acreditam que coisas ruins acontecem às pessoas boas e  acalentam silenciosos uma certa contrariedade quando coisas boas  acontecem às pessoas ruins. Acredito, sim, que no mundo existe gente boa  e gente ruim. E também acredito que a maioria das pessoas não merece a  tragédia que sofre. O casal que perde o filho recém nascido, o  adolescente que fica tetraplégico após um displicente mergulho na  piscina do clube, a mulher que se vê mutilada pelo câncer, o pai de  família que percorre as ruas na indignidade do desemprego e que, por  vergonha ou por caráter - as duas coisas, não sabe nem mesmo esmolar,  são situações cotidianas que me fazem dormir mal sob o peso do  veredicto: Deus tem mesmo muito que explicar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas trago no coração duas outras certezas que me apaziguam a alma, me  dão coragem para viver e me animam à solidariedade, ainda que tímida e  não poucas vezes insuficiente. O céu existe. Não sei como é. Não sei  onde fica. Não sei quando acontece. Mas que existe, existe. Este mundo  não é a realidade definitiva. O presente estado das coisas não é a  versão final da obra de Deus. Uma coisa é o mundo em que vivemos. Outra,  o mundo em que viveremos eternamente. E a respeito das coisas que  acontecem neste mundo e não deveriam acontecer, e que não acontecerão no  mundo vindouro, Deus já se explicou. Deus se pronunciou em alto e bom  som, há mais de dois mil anos, na cruz do Calvário, onde foi morto Jesus  de Nazaré, o Cristo, unigênito de Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tradição cristã afirma que "Deus prova seu amor para conosco em que  Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores". Quem duvida do amor  de Deus deve olhar para o Calvário. No dia em que o sofrimento se  agiganta e a visão do amor de Deus fica ofuscada pelas lágrimas da dor  quase insuportável, a cruz do Calvário é o grito apaixonado de Deus.  John Stott disse que na cruz de Cristo Deus justifica não apenas a  humanidade, mas justifica a si mesmo. Na cruz de Cristo, Deus se levanta  diante de todos os que o acusam de ser injusto, tirano, indiferente ao  sofrimento e à dor humanas, e pronuncia a sentença de inocência sobre si  mesmo. A cruz de Cristo é a prova irrefutável do amor de Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na cruz de Cristo há quatro afirmações que provam o amor e definem a  inocência de Deus. Na cruz de Cristo Deus é declarado inocente porque se  solidariza com as vítimas do mal e da malignidade. Através da morte de  Jesus Cristo, seu Filho, Deus afirma "O mal também me feriu", "O  sofrimento chegou também à minha casa", "As lágrimas pelo padecimento  injusto também rolam dos meus olhos", "Eu e as vítimas do mal e da  malignidade somos um".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aqueles que imaginam que o Deus que "habita em luz inacessível" vive  confortavelmente no ar condicionado do céu, enquanto suas criaturas  penam contra o diabo na terra do sol, estão absolutamente enganados.  Deus tem a cara suja pelas lágrimas que borram seu rosto sofrido com a  dor de cada um dos seus filhos por adoção e do seu unigênito. Na cruz de  Cristo Deus sofre conosco. Sofre por nós. Sofre em nosso lugar. Deus  sabe o que é padecer. Seu Filho é homem de dores. Ovelha muda entre seus  sanguinários tosquiadores. Na cruz de Cristo Deus atravessou não apenas  o vale da sombra da morte. Atravessou a própria morte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na cruz de Cristo Deus é declarado inocente porque não é contato entre  os promotores do mal, mas entre os que sofrem os danos da malignidade.  Na cruz de Cristo Deus afirma "Não olhem para mim como se eu ordenasse o  mal", "Quando estiver sofrendo, não me conte entre os que lhe causam a  dor", "Na cruz, eu não batia pregos na mão de ninguém. Na cruz, a mão  sob os pregos ferozes era a minha". Quase posso escutar Deus dizendo à  mãe que chora a filha atropelada: "Não me tome como quem passou por  cima, eu estava em baixo, sendo esmagado sob o peso da borracha negra  que me dilacerava a carne e a alma".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na cruz de Cristo Deus sofre o mal. Na cruz de Cristo Deus é exposto  como vítima da malignidade e não como algoz que causa dor e sofrimento.  Na cruz de Cristo os verdadeiros promotores da morte são publicamente  desmascarados. Cai o pano. E todo mundo pode ver que Deus não está com  mãos sujas de sangue inocente. Na cruz de Cristo Deus é a mão inocente  que sangra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na cruz de Cristo Deus é declarado inocente porque fica evidente que a  causa do sofrimento é o pecado da raça humana. Os pecadores estão pensos  nas cruzes laterais, mas a crua do meio sustém um inocente. Na cruz de  cristo Deus afirma: "Vocês deflagraram o mal", "Vocês abriram a caixa de  Pandora", "Vocês soltaram a besta fera", "Vocês macularam o Paraíso". O  aviso ainda ecoa pelo universo: "No dia em que pecar, certamente  morrerás". A presença da morte é evidência de pecado. E o pecado é  responsabilidade da raça. A cruz de Cristo somente se explica porque o  pecado que a faz necessária. Naquele dia em que Deus provava seu amor  para conosco éramos de fato ainda pecadores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na cruz de Cristo Deus é declarado inocente porque é o que morre, e não o  que mata. Na cruz de Cristo pende o justo morrendo a morte dos  injustos. O veredicto está lançado: há pecado, pois que haja morte. O  salário do pecado é a morte, disse o apóstolo. A justiça do Deus três  vezes santo há que ser satisfeita. Deus está diante de seu dilema  eterno: matar ou morrer. E sua opção é definitiva, desde antes da  criação do mundo: morrer. Na cruz de Cristo Deus faz sua escolha e  anuncia sua disposição de amor absoluto: se alguém tem que morrer para  que a justiça volte a brilhar no universo maculado pela culpa da raça  humana, que viva a raça e que morra eu-Eu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O primeiro dos dilemas é criar ou não criar. O segundo é criar com  liberdade ou sem liberdade. O terceiro é assumir o ônus da liberdade ou  deixar este ônus nas mãos da criatura. Deus faz as escolhas que o  machucam, que lhe causam dor, que o fazem sofrer, que o diminuem. Simone  Weil diz que "Deus e todas as suas criaturas é menos do que Deus  sozinho". Deus escolhe criar. Escolhe criar um ser livre, pois não fosse  livre não seria à imagem do Criador. E escolhe arcar com ônus da  liberdade que concede à sua criatura. Na cruz de Cristo está deus, dando  ao rebelde o direito de existir. Na cruz de Cristo está Deus entregando  a sua vida, voluntariamente, em favor dos pecadores. O mal deflagrado  pela raça levanta sua sombra sobre o trono de Deus. E Deus se levanta  como um Cordeiro que se doa, pois escolhera morrer, em detrimento de  matar. Na cruz de Cristo está o Deus que morre para que todos tenham  vida, vida completa, abundante vida.&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.ibab.com.br/"&gt;&lt;br /&gt;Ed. Rene Kivitz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-2305446171641845309?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/deus-e-inocente.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiXxiplHII/AAAAAAAADWM/_TK-VyWu4i0/s72-c/DIOS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-2011954129514056243</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T12:39:20.969-07:00</atom:updated><title>Porque escrevo sobre religião</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiWQcywEoI/AAAAAAAADWE/YXjxkvNxPd4/s1600/foto3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 294px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiWQcywEoI/AAAAAAAADWE/YXjxkvNxPd4/s400/foto3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496808554556822146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por Rubem Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;UMA LEITORA ME perguntou: "Por que é que você, professor  universitário, escritor, gasta tanto tempo com essas coisas da  religião?" Ela pensava que eu, havendo lido Marx, Freud e Feuerbach,  deveria dar um uso mais científico ao meu tempo e ao meu pensamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Minha resposta é simples: gasto o meu tempo com os sonhos das  religiões porque, como disse Shakespeare, nós somos feitos de sonhos. A  história é feita com sonhos. Todas as coisas materiais que fazem a vida  da civilização são feitas com sonhos. Escrevo sobre a religião num  esforço para acordar os que dormem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lembro-me da  propaganda de um carro que vi, faz muitos anos, numa revista americana:  era um conversível vermelho, sem capota, parado num bosque. Não há  ninguém no carro, e as duas portas estão abertas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; A sedução -o motivo comercial para seduzir o leitor a comprar- se  encontra precisamente naquilo que não se encontra na cena, mas apenas na  imaginação. Se as duas portas estivessem fechadas, a mensagem seria  simplesmente o carro vermelho sem capota. Se só a porta do motorista  estivesse aberta, a imaginação completaria a cena: ele deve estar atrás  de uma árvore fazendo xixi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas as duas portas foram deixadas  abertas. As pessoas que ocupavam o carro estavam com pressa. A  imaginação não tem alternativas, as imagens se impõem: um homem e uma  mulher. Onde estarão eles? Fazendo o que? Bem dizia Bachelard que aquilo  que se vê não pode se comparar com aquilo que não se vê. Quem bolou  essa propaganda genial sabia que a alma é feita de sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Veblen, economista, também conhecia a alma humana e por isso  declarou que não compramos "utilidades", coisas práticas, materiais.  Compramos símbolos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Isso que vou contar aconteceu no  tempo em que a televisão fazia propaganda de cigarros. Cena silenciosa,  sem uma única palavra: um bosque de pinheiros... Eu amo a natureza, amo  os pinheiros, o perfume da sua resina. Os pinheiros cedem lugar a um  regato de águas frias e cristalinas que corre sobre pedras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu também  amo os regatos de águas frias e cristalinas. Uma campina verde florida.  Minha imaginação sugeriu logo que deveria ser capim gordura com o seu  perfume único o que me levou para a minha infância em Minas. Cavalos  selvagens em galope, pelo negro brilhante. Estava certo o presidente  João Batista Figueiredo quando disse que o cheiro dos cavalos suados era  melhor que o cheiro de gente suada. Leonardo da Vinci declarou que os  cavalos são os animais mais belos depois dos homens. Cheguei a imaginar  que seria possível produzir um perfume másculo extraído do suor dos  cavalos. Nenhuma mulher o resistiria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aí entra o rosto  de um vaqueiro, maxilar de noventa graus, barba de um dia por fazer  -homem que é homem não se barbeia todo dia, isso é coisa de executivo-,  com um cigarro entre os dedos, estilo Humphrey Bogart e as palavras, as  únicas palavras: "Venha para o mundo de Marlboro!" Não, ninguém está  falando em fumar! Está se falando de um mundo de pinheiros, regatos,  campinas, cavalos -tudo isso faz parte do sonho que mora nas espirais de  fumaça da imaginação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O conversível vermelho com as duas  portas abertas e o mundo de Marlboro pertencem ao mundo das fantasias  religiosas. São sacramentos. Porque sacramentos são todas as coisas  feitas com uma mistura de matéria e símbolos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você entende agora porque eu penso e escrevo sobre religião?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; Rubem Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Folha de S.Paulo,  em 29 de abril de 2008 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Via &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" href="http://www.ibab.com.br/"&gt;IBAB&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-2011954129514056243?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/porque-escrevo-sobre-religiao.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEiWQcywEoI/AAAAAAAADWE/YXjxkvNxPd4/s72-c/foto3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-6641603266131220551</guid><pubDate>Sat, 17 Jul 2010 05:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-16T22:32:51.647-07:00</atom:updated><title>"A Igreja é uma merda"</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEFAace_jsI/AAAAAAAADV8/05HOOFYuu0Q/s1600/Privada_assassina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 370px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEFAace_jsI/AAAAAAAADV8/05HOOFYuu0Q/s400/Privada_assassina.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494743843435679426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem não se assustou lá por meados dos anos 90, quando surgiu uma entrevista na mídia, falando sobre as declarações escandalosas do vocalista Kim, da banda gospel Catedral afirmando de forma taxativa a falência do mercado “gospel” evangélico e fechando com chave de ouro com a declaração "A Igreja é uma merda"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, lembro-me que tal declaração causou-me uma revolta enorme, pois de certa forma senti-me ferido em relação à bandeira da religião que com fervor todos os dias eu carregava. lembro-me que procurei com todas as minhas forças tentar entender porque uma pessoa com tamanho reconhecimento e projeção como vocal de uma banda gospel de sucesso, faria tal afirmação, coisa que com certeza manchava toda sua história e caminhada dentro deste contexto. Logo por minha ignorância e inexperiência preferi como a maioria excluir as canções, e não mais ouvir as musicas da banda, por considerá-las impuras para minha vida supostamente sagrada e evangélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias vi uma matéria num site de uma gravadora que representa a banda, onde falavam da vitoria dos mesmos referente a um processo contra um entrevistador, por distorcer as palavras da “banda” causando um grande desconforto com publico ao qual eles por anos se utilizaram. Na verdade, ao ler esta matéria, logo fui povoado em minha mente por aqueles velhos questionamentos, lembranças e dúvidas sobre minhas percepções, em um passado distante que vinha a se por em confronto com os meus ideais no presente. Talvez tal situação fosse um desabafo, ou uma revolta por anos convivendo com situações de sordidez maquiada com aparência de nobreza, mas o fato, a que quero me referir neste texto é a interminável e potente pergunta causada por tal declaração; a “Igreja” seria mesmo uma merda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível, como nós passamos por processos de transformação em nossa existência. O que mais me assusta hoje ao analisar-me diante de tal declaração, é que algo que anos atrás me causou tanta repulsa possa hoje me agradar, causando em mim grande simpatia. Realmente me assusta a forma como distorcemos os princípios mais nobres, deterioramos a pureza do significado do que é “ser” igreja, com isso reduzindo tudo mediocremente a métodos, doutrinas, formas e visões pessoais de vida, em suma: “Un tas de merde”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriamente me questiono se tal momento na vida do vocalista não foi apenas um acesso de fúria, ou talvez um daqueles poucos momentos que alguns se permitem na vida, o de apenas “ser verdadeiro”. É bem certo que no contexto religioso, são raras as vezes que temos oportunidade de sermos sinceros e expressarmos nossa indignação, com algo que mova nosso intimo em revolta, e estou seguro de que tais momentos pecaminosos não são seguidos de depuradas declarações ou palavras adequadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendito será o dia, que permitiremos nos desvestir das vestes de ignorância que nos aprisionam em estado de cegueira, e termos a simplicidade de declarar nosso sentimento de forma aberta, e sem medo. Naquele ímpeto mais jovial que esta contido em nossa alma, aprisionado por limites que não passam de cadeias psicológicas que visam aprisionar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre remeto minha mente aos meus momentos de teor impulsivo, aqueles que me conduziram a atitudes intempestivas, as revoltas pessoais, aquela energia que emergia contra coisas que me causavam repulsa, e percebo que com o passar dos anos o maior dos “maus”, que me causaram foram momentos de dor e rejeição por parte dos infratores, que pós conflito, passaram a ser meus torturadores. Mas por outro lado percebo que este caminho em busca da suprema justiça, me conduziu para um lugar longe dos mesmos, mas muito próximo de meu anseio. Se pude-se expressar em palavras meus desejos, faria menção ao texto de Jesus, no famoso sermão do monte, quando se refere aos ““Bem-aventurados famintos por justiça”. Falo Isso por me sentir farto diante de tanta impunidade, do poder contemplar e usufruir do contato divino mesmo quando tudo a volta beira o caótico. O Apenas viver uma vida e espiritualidade que sai do dogmático para a leveza de simplesmente viver cada dia seu desafio com humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me referi a princípio, não sei o porquê da declaração do “Kim”, mas posso dizer que ao meditar sobre as possíveis causas hoje, encontro muitas coisas e pessoas neste evangelho produzido por nosso tempo, que adoraria chamar de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“grandes merdas”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” J&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esus de Nazaré&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leandro Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-6641603266131220551?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/igreja-e-uma-merda.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TEFAace_jsI/AAAAAAAADV8/05HOOFYuu0Q/s72-c/Privada_assassina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-1438660950172121280</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 04:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-13T21:12:46.956-07:00</atom:updated><title>O “JESUS/IGREJA”?</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD05LgbuxSI/AAAAAAAADV0/lVUiFQ8cZx0/s1600/Jesus_Money.gif.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 284px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD05LgbuxSI/AAAAAAAADV0/lVUiFQ8cZx0/s400/Jesus_Money.gif.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493609990309463330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na mente dos cristãos uma das maiores dificuldades é entender por  que Jesus é de um modo e a igreja de outro completamente diferente Dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando tal “diferença”  aparece na pratica diante do crente, em geral ele pensa que Jesus era  como os evangelhos nos contam, mas que agora Ele se tornou como a  “igreja”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ou seja: Jesus teria se  deconvertido de Sua Graça e Amor e se tornado “cristão”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sim! Cristo virou apenas um  grande Cristo, um Cristo Grandão; literalmente um “Cristão”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ora, o hibrido “Jesus/Igreja”  é o “Deus misto” da maioria dos cristãos. E é bem grandão, pois, crêem  de fato Jesus virou um Cristão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Assim, se não há sublimidade  em tal “Sagrado Hibrido”, também não há muita inspiração que demande que  a existência transcenda o que os homens chamam de “minha vida”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Desse modo, tal  “Jesus/Igreja” é amado pelos crentes com a fidelidade de quem ama a  Jesus mesmo, porém, devotando tal amor a um ente que é, muitas vezes, a  total negação do que Jesus diz que vale o nosso amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os “sacerdotes” da “religião  de Jesus”, o Cristianismo, precisam que os crentes amem a “igreja” com o  amor com o qual só deveriam amar a Jesus, e a nada mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E por que eles precisam que  seja assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ora, é que na “igreja” os  “sacerdotes/pastores” se tornam os “Jesuses” dos crentes, posto que na  falta de Jesus na “igreja”, é do “sacerdote” que vem a oferta de amor  pessoal; ou seja: amar e reverenciar o “sacerdote” é como amar e servir a  Jesus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tal possibilidade, todavia,  não é fácil para todos; pois, poucos têm intimidade com o “Jesus” da  “igreja”: o sacerdote. Desse modo, para os “demais” sobra o “átrio dos  gentios”, que é a atividade na “igreja”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O “Jesus” da “igreja”, o  “sacerdote/pastor”, diz que seus objetivos de expansão e crescimento são  projetos de Jesus para a Igreja. E, assim, o “Jesus/sacerdote” da  “igreja” ganha o poder da cruz e da ressurreição a fim de motivar os  crentes a trabalharem pelo Baú da Felicidade que o “Jesus/sacerdote”  definiu como projeto de parceria com Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É tudo tão perverso e tão  obvio que somente apelando para o diabo se pode entender tal cegueira na  mente dos crentes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se você é um dos  “sacerdotes/pastores” que vive do engano ensinado e praticado por você,  abra mão disso hoje. Ainda é tempo de deixar de ser bruxo desse  paganismo perverso feito em nome de Jesus, como algo que o representa,  mas que é o pior engano do diabo no mundo e o maior inimigo do Evangelho  na Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se você é dos enganados  seguidores, olhe para Jesus, segundo o Evangelho, ame-o de todo o  coração, sirva-o, ame os que confessam o Seu nome e também até mesmo os  que odeiam o Seu nome. No entanto, deixe de tentar amar e seguir a Jesus  nesse caminho humano e hibrido, no qual se tem coisas do Jesus do  Evangelho apenas como isca; sendo que o restante é mandamento e  megalomania do “Jesus/sacerdote”, o qual é segundo a imagem e semelhança  do “Jesus/Igreja”, que é uma besta de muitas denominações e cabeças, e  com ofertas para todos os gostos de pagãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É fácil saber se digo a  verdade. Basta ler os evangelhos e ver se falo do Jesus ali descrito ou  se falo do Jesus criado para ser seguido enquanto se odeia e se vive a  morte como salvação, segundo o desevangelho do “Jesus/Igreja”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eis meu desafio a você:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Leia o Evangelho de Jesus e  depois me julgue como bem entender!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Você tem essa coragem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem me dera você a tivesse!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nele,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.caiofabio.net/2009/"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Caio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.caiofabio.net/2009/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-1438660950172121280?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/o-jesusigreja.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD05LgbuxSI/AAAAAAAADV0/lVUiFQ8cZx0/s72-c/Jesus_Money.gif.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-7720665413978609525</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 03:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-13T21:05:36.292-07:00</atom:updated><title>Do nascimento ao silêncio</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD03fBkkXHI/AAAAAAAADVs/WkSStjc93sY/s1600/Enjoy_the_silence_by_ThePrettyHateMachine.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD03fBkkXHI/AAAAAAAADVs/WkSStjc93sY/s400/Enjoy_the_silence_by_ThePrettyHateMachine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493608126599158898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;“Existe em mim um hiato, uma pergunta que não  sei, um desejo de não sei o quê”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;/div&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tento encontrar na minha  história uma explicação, aí lembro que não existe resgate do passado,  tudo que é está aqui, no momento chamado Agora. É de onde estou que  significo e resignifico o que chamo de passado. Minha história eu  inventei. Nessa tela todas as cores fui eu que escolhi, mesmo não crendo  em escolhas livres, não posso transferir para outros uma decisão que só  eu tomei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não chamo de infelicidade  esse sentimento que me toma, talvez tristeza, companheira dos poetas,  apesar de eu preferir silêncio. Sim! O que há em mim é um grande  silêncio, que por vezes tentei negá-lo com o barulho que fiz. E como eu  fiz barulho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Entrei no ciclo da angústia  na busca de saber o que ou quem sou. De quem era filho? Quem era minha  família? Porque fiz da história uma piada e da tragédia humor? Quem era  meu pai? Quem era minha mãe? Quem eram os meus irmãos e irmãs?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lembro de lágrimas, de  quartos fechados, e ainda aqui consigo ouvir o som do silêncio, quebrado  apenas pelos soluços no meio da noite. Mas porque chorava? De que  sentia falta? Era falta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E como é comum aos  solitários, escrevi, registrei momentos, e chorei mais vezes, tornei-me  poeta vagabundo. E da poesia veio à paixão, veio os amores, e agora  minha busca parecia ser outra. Durante muito tempo pensei tratar-se  daquela que amei em minha adolescência que parecia ter me feito esquecer  qualquer uma que lhe antecedeu, mas o tempo me mostrou que o sempre  acaba, e não era ela, nem os olhos verdes dos meus sonhos, nem a da  profecia que perseguia. Pensei ser a idealização da mulher ideal, mas  isso foi desfeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Meus amores misturavam-se com  a descoberta do meu corpo, e para minha angústia não me via apenas um,  nem dois, era muitos. Não sou apenas o filho da vida, nem da graça, sou  também do abandono e da tragédia. E não sendo quem comecei a acreditar  que deveria ser, sofri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Culpa, medo, angústia, dor e  sofrimento me habitavam, sentimentos que conviviam com sonhos, desejos,  impulsos. Era alma e corpo, era criança e adulto, era tolo e sábio,  santo e imundo, homem e mulher. Mas quis ser outro. Neguei a mim mesmo,  meus conflitos, meu paradoxo e tornei-me imagem. Agora acreditava que  minha busca tinha nome. Acreditei em um plano para minha vida, e por ele  abandonei todos os outros caminhos. Passei a dedicar-me ao propósito  para o qual havia nascido. E por um tempo parecia ter encontrado o  objeto de minha busca, e de poeta tornei-me teólogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tentei por vezes sufocar as  aparições de um Ivo que tentava esquecer. Como eu lutei! Fiz novas  escolhas, todas que pudessem garantir que jamais seria outra coisa além  daquilo que agora acreditava ser. Construi meu castelo e a verdade  estava comigo e todo desvio era apenas tentativa maligna de me tirar do  propósito. Mas meu castelo ruiu. Minha alma não conseguia conviver com a  negação de si mesma. E então ouvi e vi a rede de mentiras em que estava  envolvido, e o que chamava de verdade era apenas uma idéia que tinha o  interesse de muitos de por meio dela dominar os homens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não consegui negar o que via,  não podia ignorar mais o que ouvia. Gritei! E de teólogo tornei-me  profeta, e agora minha crença não era mais em deuses, mas nos homens que  tinham fé. Minha busca agora era pela justiça. Mas aos poucos meus  heróis foram morrendo, e minha honestidade me fez perceber que não era  um. Não podia mais iludir e me iludir quanto ao meu caminho. Eu não era  quem queria ser. Não era outro, não era nova criatura, não era santo,  não era um discípulo Daquele que amava, e junto com essa confissão foi  também a confissão de que nada sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É aqui onde me encontro.  Aceitei o paradoxo que sou. Abandonei meus discursos absolutos, meus  discursos são todos relativos. Desisti de tentar entender. Não sei qual é  a Verdade. E vi que não encontrara o objeto de minha busca, porque não  precisava encontrar o que nunca perdi, o meu Silêncio. Sim! O Silêncio  dominante da minha alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Voltei a ser poeta e apenas  um poeta vagabundo que não se preocupa em definir-se ou explicar o que  quer que seja. Um poeta que sabe o que não se aprende, que ouve o que  não se escuta, que sente o que não se vê, e por isso não tem mais  perguntas, e nada mais busca porque já se encontrou Naquele que é o  Grande Silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E como não poderia ser  diferente, tudo que escrevi poderia ser dito simplesmente assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Silêncio Divino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu já acreditei em deuses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu já me emocionei com heróis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu já sonhei ser alguém que  não fosse eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu me gastei buscando o vazio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Orações não respondidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Injustiças em nome de deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Uma natureza indomável&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Uma verdade inegável&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tudo isso como pedras no  caminho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Meus pés no chão sendo  feridos pela realidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E pouco a pouco meus castelos  desfeitos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas o mar continuava o mesmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Continuo caminhando pela  mesma praia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Continuo com minha oração  secreta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Continuo a ter os pés  banhados pelas águas do mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Continuo ouvindo o Vento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Continuo contemplando o  horizonte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Continuo crendo No que me  transcende&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não busco mais entender o  Mistério&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sou apenas um caminhante que  entendeu que não sabe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E tudo que escrevo ou digo  são tolices infantis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas não queriam me impedir de  seguir esse caminho errado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já me acostumei com a solidão  da caminhada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O silêncio é minha salvação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nele não sou mau nem bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nele não creio nem nego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nele nem sou nem deixo de ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Deus é um grande silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;a href="http://ivofernandes.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ivo Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ivofernandes.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-7720665413978609525?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/do-nascimento-ao-silencio.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD03fBkkXHI/AAAAAAAADVs/WkSStjc93sY/s72-c/Enjoy_the_silence_by_ThePrettyHateMachine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-7796296679022816848</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 03:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-13T20:49:23.574-07:00</atom:updated><title>Disciplina da Inclusão</title><description>&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0zmjddx-I/AAAAAAAADVk/IY6MLJ-Pfsk/s1600/robot-friend.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0zmjddx-I/AAAAAAAADVk/IY6MLJ-Pfsk/s400/robot-friend.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493603857908746210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;…louvando a Deus e angariando a simpatia das pessoas. E cada dia o  Senhor lhes acrescentava os que iam sendo salvos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Esta é uma paisagem que poucas vezes se voltará a ver, nessa inteireza,  no decorrer da história: uma comunidade aberta que se despoja de todos  os condicionamentos impostos pela sociedade e mantém-se ao mesmo tempo  inteiramente inserida no seu mundo. Os monges, quando surgirem, terão o  recato de fugir para o deserto e a decência de refugiarem-se em suas  ordens. As igrejas se fecharão em seus edifícios e seus ritos,  devidamente protegidas (isto é, separadas) por suas ortodoxias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Aqui, no entanto, o que resta é gente – gente que permanece junta, come  junta e mantém as portas da vida aberta para quem quer que seja. Nessa  inclusividade, qualidade que seus integrantes herdaram de seu mestre,  reside a vocação e a singularidade da primeira colônia do reino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Quando paramos para ponderá-lo, o que o Espírito igualitário construiu  até aqui tem um quê muito distinto de monasticismo urbano. Gosto dessa  expressão, porque ela contém em si uma deliciosa contradição. Se os da  comunidade do reino recusaram-se a separar-se do mundo1, como farão mais  tarde os eremitas, é com o fervor e a seriedade que associamos ao  monasticismo que se comprometeram com suas primeiras disciplinas, a da  partilha de bens e a da pobreza voluntária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Ao longo da história a igreja tentará imitar esse zelo civilizatório e  criará para si novas disciplinas: a disciplina do silêncio, a disciplina  dos encontros dominicais, a celebração de dias santos, a confissão, as  liturgias, os hinos, os livros devocionais, as abstenções, as  catequeses, as escolas dominicais, as confirmações, os celibatos, os  testemunhos, as orações padronizadas, os credos, os concílios, a  veneração dos santos, os estatutos, as profissões de fé. Cada uma dessas  disciplinas se mostrará, a seu tempo, de grande valor na articulação  pessoal e comunitária do compromisso de gente de carne e osso com a boa  nova. Cada uma, a seu modo, estará confirmando aquilo que decidimos  antes: que a subversão do reino – seu incômodo essencial a todas as  estruturas de dominação – deve ser continuamente encenada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; O que devemos encontrar no livro de Atos, no entanto, não é o valor da  construção de novas disciplinas, mas precisamente o contrário. O que  esta narrativa traz em seu cerne (e nisso é rigorosa continuidade da  narrativa de Jesus) é a notícia de que mesmo as disciplinas mais  valiosas, úteis e apreciadas são na realidade arbitrárias e contingentes  – e que, se tomadas como algo mais do que isso, tornam-se  verdadeiramente prejudiciais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Na verdade é necessário que as disciplinas sejam arbitrárias, do  contrário seriam incapazes de transmitir adequadamente o seu teor de sua  subversão. O impacto do episódio do lava-pés, por exemplo, reside no  fato de que algo assim nunca havia sido feito antes; sua sedução está em  que não se tratava de algo comum, esperado ou necessário. Seu poder  reside na sua arbitrariedade; o mesmo pode ser dito, em grande parte,  das disciplinas católicas e das liturgias evangélicas. Nada há de  necessário nas disciplinas cristãs, e aqui reside sua beleza e,  paradoxalmente, sua ameaça de contradição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Porque o que pede que reconheçamos a narrativa da boa nova é que, por  serem essencialmente contingentes, todas as disciplinas do reino devem  se submeter radicalmente a uma disciplina superior, que é a disciplina  do amor e da inclusão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Neste momento do livro de Atos, por exemplo, todos se submetem à  comunhão de bens e à pobreza voluntária; hoje em dia alguns chamarão  essa postura de arbitrária ou desnecessária, e não serei eu a  contradizer essa opinião. Na verdade, enxergo que o verdadeiro apelo  desse despojamento coletivo, sua irresistível sedução, reside no quanto  ele é em última instância cosmético e desnecessário. Ele exibe todo a  exuberância e o arrebatamento de uma declaração de amor – e sempre  haverá aqueles que também declararão desnecessárias as declarações de  amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; O que devemos absolutamente reconhecer, no entanto, é que o  comprometimento dos primeiros cristãos com a disciplina do despojamento  está absolutamente alicerçado no seu compromisso com a disciplina  superior da inclusão. Eles despojam-se de suas riquezas distintivas para  demonstrar além de qualquer de dúvida que todos estão incluídos e que  todos podem se incluir. Eles criam uma disciplina contingencial com a  finalidade de salientar a centralidade da essencial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Esse seu comprometimento com a severidade do amor, no entanto, está  prestes a exigir dos habitantes do reino um preço talvez maior do que o  despojamento dos seus bens materiais. Como se verá, a disciplina  inegociável da inclusão demandará de seus porta-vozes que abram exceções  que neste momento, se pensassem no assunto, tomariam por absolutamente  impensáveis. Requererá que, em favor de uma maior, abram mão de  disciplinas que tomam por absolutamente essenciais. Requererá que  declarem o abraço comum valor mais importante do que a ortodoxia, a  pureza ritual ou mesmo a unanimidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Porque existiram desde sempre grupos dedicados à proteção abnegada de  seus integrantes; porém nunca antes existiu um grupo cuja missão mais  essencial fosse deixar claro ao mundo e a si mesmos que todos os de fora  são indistintamente dignos da honra da inclusão e da igualdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A ambição dos cidadãos deste reino é abraçar os confins da terra, mas no  caminho a intransigência do amor exigirá um mundo inteiro de  transgressões, A disciplina da inclusão reza que demonstrar o amor  requererá a coragem de, em palavras e atos, declarar desnecessário o que  tomávamos antes por essencial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://www.baciadasalmas.com/"&gt;Paulo Brabo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-7796296679022816848?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/disciplina-da-inclusao.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0zmjddx-I/AAAAAAAADVk/IY6MLJ-Pfsk/s72-c/robot-friend.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-5154000789995134094</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 03:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-13T20:42:37.867-07:00</atom:updated><title>Fim dos sermões....</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0yH4EUf4I/AAAAAAAADVc/fVHwnoiZXWM/s1600/crazy-preacher.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0yH4EUf4I/AAAAAAAADVc/fVHwnoiZXWM/s400/crazy-preacher.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493602231352852354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Há um  limite para a convivência das expectativas da multidão e a linguagem  lúdica de um sonhador. Pode se manter muita gente por perto, bastante  tempo, contando histórias. Respondendo com novas e escorregadias  perguntas, distraindo com meias palavras, usando as mesmas figuras para  indicar outras imagens. O Reino de Deus, invisível. Fermento para o  bolo. Um grão de mostarda. A luz no candeeiro. O sal. Um casamento  surpreendente. Outra coisa com as mesmas palavras. Parábolas que  postergam os julgamentos, que iludem a ilusão (Kierkegaard).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas há um ponto de fervura em toda esperança adiada. Um prazo estreito  para o encantamento popular, quando a violência adormecida de todos  acorda. Parece que é o que está acontecendo. Ninguém pede mais sinais.  Nenhuma nova pergunta é feita e sequer mais uma história é tolerada.  Antes, cercado por demandas, agora, rodeado por suspeitas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se o apetite por poder não é saciado, aquele que a todos distraiu, de  quem nunca se deixou de esperar a mais vulgar e velada satisfação, deve  ser consumido nas aspirações desapontadas da turba. Se Jesus não é o  Cristo que se reivindica, Barrabás.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um ídolo não tem o direito de não ser.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não dá para não trair alguém que tinha tudo para ser o que todos  esperavam. Não dá para não repudiar aquele com quem se decepcionou nas  mais doces fantasias. Não dá para não condenar aquele que não consentiu  com mais uma ilusão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um ídolo não tem o direito de se mover.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Todo líder é constituído em um jogo erótico. E toda intriga é uma  pornografia. Ninguém toca no assunto, mas todos esperam secretamente que  ele seja o que ninguém consegue ser. Este é o segredo que excita os  ajuntamentos. Mas, se alguém acende a luz e frustra o fetiche coletivo,  retomam-se as sombras, agora para destruir. Odeia-se quem não se deixou  amar com máscara. Este é o segredo que perpetua as taras para os  próximos ajuntamentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso o insinuante beijo de Judas virá. Estalará como um tapa, cheio  de um estranho sadismo. A primeira e mais ardida bofetada que o Filho do  homem terá recebido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As palavras de Jesus estão gastas. O prazo se esgotou. Tudo o que diz,  desde então nada fala. As multidões atraídas por ele, agora o repelem.  Resta o lugar de poucos, o espaço dos amigos. Quem sabe? Jesus se faz  anfitrião e põe a mesa. Oferece pão, ainda que ninguém aparente chegar à  saciedade. Enche as taças, que insistem em parecer vazias. Cheios estão  os corações, mas de diabos. Sente-se sozinho também em casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O limite das palavras é um convite para os gestos de amor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As palavras, amordaçadas, descobrem que o amor se expressa a despeito  delas. Silenciosamente, Jesus encena o último sermão antes da cruz.  Despe-se da capa para ocupar o lugar discretíssimo do servo. O mestre  lava os pés dos discípulos. As mãos de um Deus calado conversam com os  pés trôpegos da humanidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nunca se olhou tanto para baixo como no dia em que Deus ficou de  cócoras. Quem quisesse olhar para o céu a procura de Deus teria que  vê-lo refletido nas águas turvas da bacia sobre o chão. E os pés sujos e  vacilantes da humanidade, finalmente, imersos no céu gracioso de Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por um instante, vendo-o prostrado, alguém entre os discípulos, muito  constrangido, se lembrou do que ouviu do próprio Jesus. Que um diabo, em  um deserto, tentou fazê-lo se prostrar por poder e fama e ele recusou.  Assustado, chegou a pensar: não se prostrou diante da fama para ser  ouvido, mas se curvou diante de pessoas para amar… E teve medo do  futuro. Do que teria que fazer com todos os seus planos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;a href="http://elienaijr.wordpress.com/"&gt;Elienai Cabral Junior&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-5154000789995134094?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/fim-dos-sermoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0yH4EUf4I/AAAAAAAADVc/fVHwnoiZXWM/s72-c/crazy-preacher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-3375927674825403060</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 03:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-13T20:33:09.532-07:00</atom:updated><title>O meu amor é o meu peso</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0vsrVzwnI/AAAAAAAADVU/C6_LLTmvbzs/s1600/SANTO+AGOSTINHO+E+M%C3%83E.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 263px; height: 334px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0vsrVzwnI/AAAAAAAADVU/C6_LLTmvbzs/s400/SANTO+AGOSTINHO+E+M%C3%83E.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493599565056819826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O corpo, devido ao peso, tende para o lugar que lhe é próprio,  porque o peso não só tende para baixo, mas também para o lugar que lhe é  próprio. Assim o fogo encaminha-se para cima, e a pedra para baixo. O  azeite derramado sobre a água aflora à superfície; a água vertida sobre o  azeite submerge-se debaixo deste: movem-se segundo o seu peso e  dirigem-se para o lugar que lhes compete. As coisas que não estão no  próprio lugar agitam-se, mas quando o encontram, ordenam-se e repousam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O meu amor é o meu peso. Para  qualquer parte que vá, é ele quem me leva. O vosso Dom inflama-nos e  arrebata-nos para o alto. Ardemos e partimos. Fazemos canções no coração  e cantamos o "cântico dos degraus". É o vosso fogo, o vosso fogo  benfazejo que nos consome enquanto vamos e subimos para a paz da  Jerusalém celeste. "Regozijei-me com aquilo que me disseram: Iremos para  a casa do Senhor". Lá nos colocará a "boa vontade", para que nada mais  desejemos senão permanecer ali eternamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;      &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Santo Agostinho - Confissões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;      &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-3375927674825403060?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/o-meu-amor-e-o-meu-peso.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0vsrVzwnI/AAAAAAAADVU/C6_LLTmvbzs/s72-c/SANTO+AGOSTINHO+E+M%C3%83E.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-2764725906488803833</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 03:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-13T20:20:20.076-07:00</atom:updated><title>Sobre Deus</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0s4C4IK3I/AAAAAAAADVM/pRIr989HFJE/s1600/Stair_Way_To_Heaven.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0s4C4IK3I/AAAAAAAADVM/pRIr989HFJE/s400/Stair_Way_To_Heaven.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493596461818456946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não sei explicar as razões de  minha fé. Não sei dizer os porquês de minha devoção. Sinto-me inadequado  para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que  tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o  Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As  certezas que me comovem são, decididamente, vagas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei tão somente que Ele se  tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o  meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos  invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu  meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se  encaixaram. Ao seu lado, caíram os tapumes da minha estrada e o ponteiro  da minha bússola se imantou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos  meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se  no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação,  tornou-se a fonte de minha clarividência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei tão somente que Ele se desfraldou  como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente,  cilício, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro.  No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu  regaço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados.  Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas.  Já não fujo dEle como de um Átila. Eu o chamo de Clemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei tão somente que Ele  ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o  mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o  badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e  desacertos do meu destino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em  muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor  do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental.  Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me  prateia. Seu preto me imprime de um nanquim celeste. Por sua causa, a  minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que dizer de Deus? Tão  pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha  reverência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="ttp://www.ricardogondim.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ricardo Gondim&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-2764725906488803833?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/sobre-deus.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0s4C4IK3I/AAAAAAAADVM/pRIr989HFJE/s72-c/Stair_Way_To_Heaven.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-3391140213405050096</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 03:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-13T20:12:42.650-07:00</atom:updated><title>Diálogo inter-religioso: o que eu tenho com isso?</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0rCLBqpgI/AAAAAAAADVE/COfEQuKRv-4/s1600/monge_nytimes1.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 274px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0rCLBqpgI/AAAAAAAADVE/COfEQuKRv-4/s400/monge_nytimes1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493594436781385218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em se tratando de teologia, eu  me sinto como o Belchior, célebre compositor cearense em um de seus  clássicos, “Apenas um Rapaz Latino-Americano”: “Por favor, não saque a  arma no saloon: eu sou apenas o cantor!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ocorre que eu vivo num mundo  interconectado, integrado, multiplural. E, acima de tudo, como ser  humano sou livre para expressar meus pensamentos e sentimentos  relacionados à vida, a Deus e ao próximo. E a partir disso, concluo: a  hegemonia política do cristianismo é passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A força de sua mensagem,  pra mim, permanece intocável. Amor sem medida, misericórdia, compaixão,  generosidade, fome e sede de justiça. Em se tratando de instituição  religiosa, no entanto, há muito os representantes oficiais da fé cristã  têm perdido credibilidade e relevância. E nós muitas vezes confundimos  Cristo com cristianismo, o que se trata de um pecado quase imperdoável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Thomas Merton (1915-1968),  sobre quem escrevi em meu livro “Somos Um”, foi um monge católico que  bebeu na fonte da mística cristã em São João da Cruz e que no fim da  vida promoveu o diálogo interreligioso com monges tibetanos, não para  renegar sua fé, mas entendendo que sua herança cristã de dois milênios e  o que ele não tinha a pretensão de conhecer por completo no tempo de  uma única existência, poderiam beneficiar-se do diálogo com outra  herança igualmente rica, uma vez que Deus não é cristão, kardecista,  muçulmano, adepto das religiões afro, hindu, e a grandeza de seu  mistério é simplesmente insondável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu tenho a nítida sensação e a firme  convicção de que o futuro da fé e a força da mensagem cristã passam por  uma atitude de abertura ao diferente, uma postura de abnegação e de  serviço ao outro, seja este quem for.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ainda sonho com um mundo melhor. E um  mundo melhor significa diálogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Mas se depois de cantar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Você ainda  quiser me atirar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mate-me logo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;À tarde, às três&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Que à noite eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tenho um compromisso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E não posso faltar...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.jorgecamargo.com.br"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="www.jorgecamargo.com.br"&gt; Jorge Camargo -  Ultimato&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-3391140213405050096?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/dialogo-inter-religioso-o-que-eu-tenho.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TD0rCLBqpgI/AAAAAAAADVE/COfEQuKRv-4/s72-c/monge_nytimes1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-1859878490522671999</guid><pubDate>Sat, 10 Jul 2010 14:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-10T07:52:03.999-07:00</atom:updated><title>Mais Cristo, menos Cristianismo</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TDiJB-euCmI/AAAAAAAADU0/yIGokjxxcWk/s1600/pantoka.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 272px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TDiJB-euCmI/AAAAAAAADU0/yIGokjxxcWk/s400/pantoka.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492290412623039074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Toda religião está estruturada em dogmas, rituais e códigos morais. O  Cristianismo também. Mas não são os dogmas, os rituais e os códigos  morais que definem a experiência pessoal com Cristo. O apóstolo Paulo  esclareceu que os seguidores de Jesus não podem ser reduzidos a  observadores de rituais e padrões morais: Portanto, não permitam que  ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma  festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de  sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém,  encontra-se em Cristo [] Já que vocês morreram com Cristo para os  princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a  ele, vocês se submetem a regras: Não manuseie!, Não prove!, Não  toque!? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se  baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato,  aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e  severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os  impulsos da carne [Colossenses 2.16,17,20-23].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência mística do Cristo crucificado e ressurreto, comunhão com  Ele, viver nEle, estar nEle, andar nEle [1Coríntios 1.9; Colossenses  1.2, 26,27; 2.6,7; 3.2], enfim, a devoção e a adoração a Cristo importam  mais que a defesa do Cristianismo, isto é, dos dogmas, rituais e  códigos morais considerados cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imitação de Cristo é a essência do seguimento de Jesus, e importa mais  que a adesão ao Cristianismo. Consta que Mahatma Gandhi teria afirmado a  respeito dos protestantes ingleses: Aceito seu Cristo, mas não aceito  seu Cristianismo. Eis aí uma constatação interessante: não poucas vezes  a maneira como pretendemos servir a Cristo implica trair o espírito de  Cristo. Talvez tenha sido isso o que Friedrich Nietzsche quis dizer ao  afirmar que se mais remidos se parecessem os remidos, mais fácil me  seria crer no Redentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo estava ciente desse perigo e, por isso, recomendou aos  cristãos: Vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se  revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem  do seu Criador. Nessa nova vida já não há diferença entre grego e  judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita escravo e livre, mas  Cristo é tudo e está em todos. Portanto, como povo escolhido de Deus,  santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade,  mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas  que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.  Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a  paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados  para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.  Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se  uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos  espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Tudo o que fizerem, seja  em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio  dele graças a Deus Pai [Colossenses 3.5-17].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas pessoas que se declaram adeptas da religião Cristianismo, mas  não se comprometem a viver como Jesus Cristo viveu e ensinou. Não estão  ocupadas em guardar (obedecer) todas as coisas que ele ordenou [Mateus  20.18-20], nem tampouco em andar como Ele andou [1João 2.6]. A respeito  dessas pessoas, o próprio Jesus declarou: Nem todo aquele que me diz:  Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a  vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia:  Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não  expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes  direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que  praticam o mal! [Mateus 7.21-23].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo é maior que o Cristianismo. Por essa razão, a adoração a Cristo é  mais importante que a defesa do Cristianismo, e a imitação de Cristo é  mais importante que a adesão ao Cristianismo. Ser como Cristo e fazer  mais por Cristo, eis as legítimas aspirações de todo aquele que se  comprometeu com o caminho de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ed. Rene Kivitz - &lt;a href="http://www.ibab.com.br/"&gt;IBAB&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-1859878490522671999?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/mais-cristo-menos-cristianismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TDiJB-euCmI/AAAAAAAADU0/yIGokjxxcWk/s72-c/pantoka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-1155888268967599105</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T21:03:28.837-07:00</atom:updated><title>Igrejismo ou Reinismo?</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1lCHNGc_I/AAAAAAAADUs/y3K-1HGTaeY/s1600/king1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 325px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1lCHNGc_I/AAAAAAAADUs/y3K-1HGTaeY/s400/king1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489154607802643442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A Igreja do Futuro não pode ser em-si-mesmada, isto é, voltada para si mesma, mas para o mundo, tendo por objetivo primordial a implantação do Reino de Deus. Ela tem que ser reinista, em vez de ser igrejista. '&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Assim como o Espírito Santo não chama a atenção para Si, mas para Cristo, a Igreja do Futuro não pretende ser o centro das atenções, mas projeta seus holofotes para a nova humanidade, a ser edificada ao redor do Trono.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A igreja contemporânea (salvo exceções), não passa de uma caricatura mal acabada da verdadeira igreja de Cristo, cujo protótipo pode ser claramente visto nas páginas de Atos dos Apóstolos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Urge reformularmos nossa concepção eclesiológica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A igreja enquanto instituição deveria ser vista como a placenta onde a nova humanidade está sendo gestada. Quando chegar a hora do parto, a placenta pra nada mais servirá, e será descartada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por isso, não há templos na Sociedade Definitiva vislumbrada por João em Apocalipse.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A igreja é o andaime usado pelo Grande Construtor,que será removido tão logo a obra tenha sido concluída.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A Igreja que perdurará por toda a Eternidade é a Nova Humanidade, a Civilização do Amor, que tem como Cabeça o Novo Adão, Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Enquanto a "igreja" insistir em trabalhar voltada para si mesma, e para a manutenção de seus projetos, ela estará fadada a perder a relevância no Mundo. A igreja precisa converter-se ao Mundo, pois foi para o benefício dele que ela foi levantada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Paradigma Igrejista x Paradigma Reinista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O neologismo “igrejismo” aponta para a concepção eclesiológica vigente em nossos dias, onde a igreja se confunde com o próprio Reino de Deus, e se acha o centro das atividades divinas entre os homens.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; O igrejismo é mais do que uma concepção, é uma postura promotora de alienação e sectarismo. A igreja acaba por se tornar um gueto religioso, com sua própria subcultura, repleta de jargões e clichês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já o neologismo “reinismo” pretende resgatar uma concepção eclesiológica bíblica e condizente com os anseios da pós-modernidade, onde se mantém a distinção entre o Reino e a Igreja, e o foco deixa de ser as atividades religiosas para ser o agir de Deus na História, envolvendo todas as dimensões da existência humana.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Ser reinista não é apenas pertencer a uma agremiação eclesiástica, mas ser um agente do Reino de Deus, empenhado na transformação do Mundo por intermédio da implementação do conjunto de valores e princípios ensinados por Jesus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Neste contexto, a igreja é o farol, a humanidade é o navio, e o Reino de Deus é o Porto Seguro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Um farol não pode apontar sua luz para si mesmo. Seu papel é iluminar o caminho, possibilitando ao navio chegar seguro ao porto. Assim, a igreja tem a missão de ser paradigma civilizatório, a fim de que as nações andem à sua luz. A igreja deve ser uma espécie de microcosmos, de protótipo, de amostra grátis, de plano piloto. Ela, portanto, não é um fim em si mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A Igreja do Futuro deve ser proativa, em vez de reativa. Deve antecipar-se, como fez a mulher que derramou o perfume sobre Jesus. Deve ser vanguardista. O Mundo deve conformar-se aos valores por ela apregoados, e não vice-versa. Ela deve estar sempre um pé à frente, e isso com respeito a qualquer questão de interesse humano. Ela não apenas responde questões pertinentes ao seu tempo, como prevê questões que ainda surgirão, e busca respondê-las ainda antes que se tornem pertinentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Embora sua origem seja celestial, ela emerge da realidade em que está inserida. Portanto, ela só pode ser emergente, se for antes, imergente. Ao emergir, ela atrai para si, não os holofotes, mas a responsabilidade por tudo o que diz respeito à condição humana e suas demandas. Por isso, ela é convergente. Sua cosmovisão é ampla e abarca a realidade como um todo, desde a cultura, a educação, as ciências, a justiça social e o meio-ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://hermesfernandes.blogspot.com/"&gt;Hermes Fernandes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-1155888268967599105?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/igrejismo-ou-reinismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1lCHNGc_I/AAAAAAAADUs/y3K-1HGTaeY/s72-c/king1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-2664447159359553938</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T20:53:49.923-07:00</atom:updated><title>Ainda os filósofos!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1iqxqacSI/AAAAAAAADUk/Gtb6vWSvf9s/s1600/platao_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 292px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1iqxqacSI/AAAAAAAADUk/Gtb6vWSvf9s/s400/platao_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489152007859761442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Olavo de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Diário do Comércio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Expressar a experiência real em palavras é um desafio temível até para grandes escritores. Tão séria é essa dificuldade que para vencê-la foi preciso inventar toda uma gama de gêneros literários, dos quais cada um suprime partes da experiência para realçar as partes restantes. Se, por exemplo, você é Balzac ou Dostoiévski, você encadeia os fatos em ordem narrativa, mas, para que a narrativa seja legível, tem de abdicar dos recursos poéticos que permitiriam expressar toda a riqueza e confusão dos sentimentos envolvidos. Se, em contrapartida, você é Arthur Rimbaud ou Giuseppe Ungaretti, pode comprimir essa riqueza nuns poucos versos, mas eles não terão a inteligibilidade imediata da narrativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Essas observações bastam para mostrar que as idéias e crenças surgidas nas discussões públicas e privadas raramente se formam da experiência, pelo menos da experiência pessoal direta. Elas vêm de esquemas verbais prontos, recebidos do ambiente cultural, e formam, em cima da experiência pessoal, um condensado de frases feitas bastante desligado da vida. Se vocês lerem com atenção os diálogos socráticos, verão que a principal ocupação do fundador da tradição filosófica ocidental era dissolver esses compactados verbais, forçando seus interlocutores a raciocinar desde a experiência real, isto é, a falar daquilo que conheciam em vez de repetir o que tinham ouvido dizer. O problema é que, se você repete uma ou duas vezes aquilo que ouviu dizer, não apenas você passa a considerá-lo seu, mas se identifica e se apega àquele fetiche verbal como se fosse um tesouro, uma tábua de salvação ou o símbolo sacrossanto de uma verdade divina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para piorar as coisas, as frases feitas vêm muito bem feitas, em linguagem culta e prestigiosa, ao passo que a experiência pessoal, pelas dificuldades acima apontadas, mal consegue se expressar num tatibitate grosseiro e pueril. Há nisso um motivo dos mais sérios para que as pessoas prefiram antes falar elegantemente do que ignoram do que expor-se ao vexame de dizer com palavras ingênuas aquilo que sabem. Um dos resultados dessa hipocrisia quase obrigatória é que, de tanto alimentar-se de símbolos verbais sem substância de vida, a inteligência acaba por descrer de si mesma em segredo ou mesmo por proclamar abertamente a impossibilidade de conhecer a verdade. Como essa impossibilidade, por sua vez, é também um símbolo prestigioso nos dias que correm, ela serve de último e invencível pretexto para a fuga à única atividade mental frutífera, que é a busca da verdade na experiência real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A própria palavra “experiência” já costuma vir carregada de uma nuance enganosa, pois se refere em geral a “fatos científicos” recortados a partir de métodos convencionais, que encobrem e acabam por substituir a experiência pessoal direta. Nessas condições, a discussão pública ou privada torna-se uma troca de estereótipos nos quais, no fundo, nenhum dos participantes acredita. É esse o sentido da expressão popular “conversa fiada”: o falante compra fiado a atenção dos outros – ou a sua própria – e não paga com palavras substantivas o tempo despendido. (Sempre achei uma injustiça que as leis punissem os delitos pecuniários, mas não o roubo de tempo. O dinheiro perdido pode-se ganhar de novo – o tempo, jamais.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;De Sócrates até hoje, a filosofia desenvolveu uma infinidade de técnicas para furar o balão da conversa estereotipada e trazer os dialogantes de volta à realidade. Zu den Sachen selbst – “ir às coisas mesmas” –, a divisa do grande Edmund Husserl, permanece a mensagem mais urgente da filosofia depois de vinte e quatro séculos. Ninguém mais que o próprio Husserl esteve consciente dos obstáculos lingüísticos e psicológicos que se opunham à realização do seu apelo. Todo o vocabulário técnico da filosofia – e o de Husserl é dos mais pesados – não se destina senão a abrir um caminho de volta desde as ilusões da classe letrada até à experiência efetiva. A conquista desse vocabulário pode ser ela própria uma dificuldade temível, mas decerto não tão temível quanto os riscos de ficar discutindo palavras vazias enquanto o mundo desaba à nossa volta. Ao incorporar-se à cultura ambiente como atividade academicamente respeitável, a própria filosofia tende a perder sua força originária de atividade esclarecedora e a tornar-se mais uma pedra no muro de artificialismos que se ergue entre pensamento e realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em nossa herança lusitana, tendemos mais ainda ao exibicionismo pueril, e ao barroquismo inócuo de palavras que, pelo fato de apenas aprendermos a juntá-las, pensarmos que aprendemos a pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via / &lt;a href="http://www.caiofabio.net/"&gt;Caio Fabio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-2664447159359553938?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/ainda-os-filosofos.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1iqxqacSI/AAAAAAAADUk/Gtb6vWSvf9s/s72-c/platao_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-1858611015714254465</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T20:43:56.935-07:00</atom:updated><title>Sobre a morte e o morrer...</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1gbX13ywI/AAAAAAAADUc/Keb8ZSdaZA0/s1600/forro_esquife.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 375px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1gbX13ywI/AAAAAAAADUc/Keb8ZSdaZA0/s400/forro_esquife.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489149544207207170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A vida é tão boa! Não quero ir embora...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está Sugerindo que eu pratique a eutanásia?".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que Freqüentemente se dá o nome de ética.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou- se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais? Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava- se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Rubem Alves&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-1858611015714254465?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/sobre-morte-e-o-morrer.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1gbX13ywI/AAAAAAAADUc/Keb8ZSdaZA0/s72-c/forro_esquife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-3700885984858101854</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T20:28:06.124-07:00</atom:updated><title>O problema do rótulo religioso</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1ctvkHFgI/AAAAAAAADUU/ev1Snblg_rM/s1600/selo_house.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 350px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1ctvkHFgI/AAAAAAAADUU/ev1Snblg_rM/s400/selo_house.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489145461766297090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se há algo precioso na Constituição Brasileira, este é o inciso VI do seu artigo 5º Ele trata da inviolabilidade da liberdade de consciência, crença e culto. Nada mais democraticamente sagrado. As religiões celebram esse direito e todos damos graças a Deus por viver num país com princípios assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No entanto, as mesmas religiões que enaltecem esse artigo, estranha e paradoxalmente nem sempre agem com o mesmo sentido de liberdade em relação às pessoas, individualmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para embasar meu raciocínio, volto aos dias da minha infância e narro duas histórias que me marcaram profundamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu tinha uns cinco anos de idade e morava no bairro Vila Nova, quando um garoto esbaforido e resfolegante chegou à casa da minha mãe gritando pelos nomes de dois irmãos meus, Dita e Guerrinha, ambos adolescentes, chamando-os para participar de um batismo incomum. Um casal estava com um bebê à beira da morte e pedia a meus irmãos para serem padrinhos da criança que estava morrendo, vítima de crupe, outro nome dado à difteria. Acreditavam que a criança não iria para céu e sim para o limbo, um lugar inventado por Gregório, no século IV, para onde supostamente iriam as crianças que morressem sem batismo. Lugar tão inexistente que o próprio Papa Bento XVI, em 2005, numa reengenharia celestial, resolveu eliminar. Aliás, é muito fácil eliminar algo que nunca existiu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por causa de crenças assim, entre outras absurdamente antibíblicas, as religiões vão tornando o ser humano, criado por Deus com tanta liberdade, uma espécie de títere, presa fácil de dogmas e rótulos que ela vai arrastando pela vida afora, só se libertando realmente quando se encontra verdadeiramente com Cristo, o Libertador por excelência!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Assim é que – entro agora na segunda história – também vivi 32 anos de minha vida carregando um rótulo religioso que recebi sem meu consentimento e do qual foi muito difícil me desvencilhar. Infelizmente minha história é igual a de muitos outros, pressionados a viver, ad vitae, num nominalismo religioso insosso, acomodador e improdutivo. Tudo porque desde a mais tenra idade foi-lhes impingido e impresso um rótulo com o qual nunca concordaram. Embora essa marca tenha sido colocada por pessoas piedosas, na maioria das vezes, e com a melhor das intenções, as consequências são desastrosas. Se não, vejamos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sou filho de pais católicos nominais, ou seja, por tradição apenas, não por convicção. Desses que vão ao templo para batizar os filhos ou em casamentos e olhe lá. Assim, fui levado, no colo dos meus pais, à pia batismal. Sem meu consentimento, é claro, fui batizado e rotulado: católico! Comecei a perceber vagamente a gravidade disso quando me matricularam na primeira série. Ao preencher a ficha, a funcionária perguntou: “Religião?” A resposta demorou apenas um segundo: “Católica”. Na verdade, nem eu nem minha irmã tínhamos noção do que era isso, mas era quase uma obrigação. Também não sei o que seria dela se respondesse diferente, nem faço idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cresci e na escola tínhamos aulas de religião. É claro que os estudos tinham por base as doutrinas católicas. Lembro-me de que os colegas me perguntavam sobre já ter feito a “primeira comunhão”. Quando respondia que não, eles torciam a cara num misto de surpresa e asco. Hoje entendo que isso significava dizer: “Herege!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na adolescência comecei a analisar outras idéias a respeito de religião e entrei num turbilhão: lia desde o esoterismo de Madame Blavatski, Papus, passando por Kardec, Idries Shah e outros. Mais tarde, certo interesse pelos evangélicos, principalmente os adventistas. O interessante é que, mesmo discordando das doutrinas católicas, lá estava o rótulo, o estigma recebido na infância. E as pressões, ora disfarçadas, ora explicitamente cruéis dos amigos: “Na religião em que nasci vou morrer!” “Fora da Igreja não há salvação.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O tempo passou, veio o casamento. Como não pertencia a nenhuma agremiação religiosa e, sob a pressão dos amigos do rótulo, que sempre enfatizavam a importância de casar “na Igreja”, no “religioso”, lá estou eu casando. Onde? Na igreja católica, é claro, onde mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os filhos vêm e a força do rótulo continua. Lembra-se da história do menino com crupe, na minha infância? Pois é, o filme se repete na pressão dos parentes e amigos: “Não vai batizar a criança?” “Vai deixar o menino morrer pagão?” “Queremos ser os padrinhos, hem!” E lá estou eu, mais uma vez, sem nenhuma convicção, batizando o meu primogênito que, como eu, coitado, não pediu para ser batizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Com o segundo filho, uma fuga. Como em Linhares precisávamos fazer um cursinho de preparação, fomos orientados a fugir para a Bahia. E foi assim que batizamos a nossa filha lá nos cafundós de Caravelas, no meio do mato, literalmente, porque a coisa era mais fácil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pensam que a história acabou? Não. Convertido a Cristo aos 32 anos, finalmente o batismo desejado, por imersão (uma redundância, porque batismo já significa imersão), com absoluta consciência do que estava fazendo. Até aí tudo bem. Porém, por ser batizado no meio batista, passei a fazer parte não apenas do Corpo de Cristo, mas também de uma denominação religiosa, com todas as implicações que isso pode acarretar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E elas não se fizeram esperar, com os novos e inevitáveis rótulos: “crente”, “protestante”, “evangélico”... Sem falar no olhar de reprovação dos “amigos”, para os quais passei a ser um vira-casaca, alguém assim como um corintiano que “vira” são-paulino. Certa feita tive de gastar duas boas horas para explicar a um primo da minha mulher por que eu tinha “mudado de religião”. Nunca foi tão difícil explicar algo tão óbvio: que, na verdade, eu nunca tivera religião nenhuma, já que carreguei apenas um rótulo que me colocaram na mais tenra infância. Foi duro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É duro também explicar, no chamado meio evangélico, a que denominação você pertence, a que segmento específico você está filiado. Afinal você é batista tradicional, renovado ou regular? Do sétimo ou do oitavo dia? De que convenção, a Brasileira ou a Nacional? Crê no batismo com o Espírito Santo? Sim ou não? “Pra mim você parece mais pentecostal.” “Aquele ali não, é mais tradicional. Na verdade um ‘batistão’.” Rótulos, rótulos e rótulos. Ufa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O rótulo religioso causa generalizações perversas. Ano passado fiquei indignado com uma manchete de um jornal do nosso estado: “Evangélico estupra adolescente na Serra”. Em e-mail enviado ao diretor de conteúdo, protestei contra a discriminação, perguntando, entre outras coisas, se os jornalistas também identificam adeptos de outras religiões quando cometem crimes. Ele se desculpou dizendo que eu estava “coberto de razão” e prometeu tomar providências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não pude escapar do constrangimento causado por um episódio que ficou conhecido como o “chute na santa”, quando um bispo da “Empresa Universal” (o rótulo é meu) chutou a imagem da Aparecida na televisão. No outro dia, tínhamos um culto programado na casa de amigos e parecia que mil dedos apontavam para nós: “Estão vendo? Eles também são ‘evangélicos’, como o cara que chutou a santa.” Como explicar que não tínhamos nada a ver com o tal bispo, que não concordávamos com aquela ação estúpida e contraproducente? Mas o rótulo “evangélico” às vezes faz descer todo mundo à vala comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Do mesmo modo, fico pensando no constrangimento dos padres e fiéis católicos depois de mais uma denúncia de pedofilia. Como explicar que nem todos os padres são assim? E os fiéis, que nada têm a ver com esse grupo de mentes doentes e miseráveis? Mas o rótulo lá está, implacável e acusador!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Concluo dizendo que não tenho a pretensão de resolver o problema do rótulo religioso. Até porque é próprio do ser humano e muitas vezes necessário organizar, ordenar, definir, classificar, etc. A questão é difícil entre os cristãos, porque também não podemos deixar que nossos filhos cresçam sem nenhuma instrução “religiosa”, por assim dizer. Mas devíamos achar um modo melhor de instruí-los nas questões espirituais essenciais e não tentar estigmatizá-los com rótulos religiosos, que têm importância secundária, para não dizer nenhuma. A pregação e o ensino de Jesus eram graves, porém libertários. Ele nunca se preocupou com tradições e placas e criticou duramente os hipócritas, preocupados com a capa da “religião”. Sempre pregava a Verdade, que era Ele mesmo, sua vida, seus valores, seu exemplo. Seus apóstolos e discípulos nunca pregaram um ritualismo oco, de fachada. Eram conhecidos como os “do caminho”, mas nunca se deram esse nome. Só mais tarde, em Antioquia, eles “foram chamados cristãos” (At 11,26), certamente pela identificação com Cristo, mas não porque se autodenominavam assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Essência, conteúdo e vida com Deus sempre foram e sempre serão prioridade na avaliação e visão que Cristo tem de nós. Ponto final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por:  Neemias Félix - &lt;a href="http://www.ultimato.com.br/"&gt;Ultimato&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://www.ultimato.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-3700885984858101854?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/o-problema-do-rotulo-religioso.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1ctvkHFgI/AAAAAAAADUU/ev1Snblg_rM/s72-c/selo_house.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-4696604704876577406</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T20:19:51.136-07:00</atom:updated><title>Vida e Otimismo!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1avxO73QI/AAAAAAAADUM/ISequpP71KQ/s1600/joy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 395px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1avxO73QI/AAAAAAAADUM/ISequpP71KQ/s400/joy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489143297550834946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Vejo a vida como um sopro.Contudo, sou otimista e amo os otimistas. Para mim, Rubem Alves é um otimista inveterado. Não, não aprecio os amargos, os que guardam ódio e desesperança em seus corações. Aprecio os meigos, os doces, os que conseguem tirar fios saudáveis da vida, mesmo na maior adversidade de sua vida. Gosto de procurar o bom de todos os momentos. Em uma de suas crônicas, Rubem Alves expressa seu desejo do que gostaria de viver se soubesse que tinha somente seis meses de vida. Suas últimas vontades seriam sorver o essencial, e para ele seria amar e ser amado. Cito-o "Quando se ama e é amado, qualquer coisinha boba é motivo de alegria: um capim-gordura florido iluminado pela luz do sol; um copo de chá gelado num dia quente; um banho morno de chuveiro (eu acrescentaria com a pessoa amada); passear num mercado de mãos dadas (eu acrescentaria ver um filme romântico comendo pipoca e tomando guaraná zero); ficar ensopado de chuva (junto da pessoa amada, eu acrescento); um banho de cachoeira.." *p.39&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Amar e ser amado, que desejo parecido com o meu. Sem amor a vida não é vida. Sem amor, você não é você. Amor, mas que amor? não sei, todo tipo de amor. A pessoa que não ama, não viveu a vida 100% , só metade dela. Não cheirou o perfume da flor 100%, só a metade dela. Não conseguiu sentir a beleza da poesia, das palavras se entrelaçando em harmonia. Aquele que não ama, não conhece a Deus, pois Deus é amor. (cito o Livro Sagrado).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei, sei que há muitas dores no mundo. Sei que há muita pobreza. Vejo-a por todo lado, nas notícias, nas catástrofes. Contudo, tentar trazer um pouco de amor (por que não muito amor?) e beleza para sua própria vida pode lhe dar esperança de uma vida melhor. Uma atitude otimista pode reverter um futuro sombrio. Uma atitude otimista (não inocente e alienada) pode lhe tornar uma companhia agradável. Uma atitude otimista pode adoçar a vida dos outros ao seu redor. Uma atitude otimista pode lhe impulsionar a lutar por seus objetivos e acreditar que conseguirá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Conta-se que certa vez um bocado de sapos cairam em um poço profundo, e todos começaram a pular para tentar sair dele. Muitos desistiram no meio do caminho, mas havia um que pulava, e tentava se agarrar desesperadamente em brechas da parede do poço. Todos lá de cima gritavam: desistam, você não vai conseguir. Mas o sapinho, sem escutar os pedidos desesperançados de que ele desistisse, lutou, lutou e conseguiu com um grande pulo, finalmente sair fora do poço. Ao que lhe perguntaram: por que você continuou lutando tanto, quando nós lhe falamos que não adiantaria? Ele não respondeu. Eles então notaram que o sapinho era surdo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Moral da história: Faça-se de surdo aos gritos pessimistas da multidão. Se você acreditar em alguma coisa, e lutar por ela, você conseguirá realizá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lembro-me da história da Bíblia Sagrada de um cego de nascença que gritava desesperadamente para que Jesus, filho de Davi, tivesse misericórdia dele, ao que todos lhe pediam que se calasse, que não importunasse o Mestre. Mas, ele, obstinadamente gritava por ajuda, finalmente, Cristo se aproximou dele e lhe perguntou o que queria, ao que ele respondeu: Senhor, que eu veja. Seu desejo foi atendido. Mais um exemplo de que a esperança e o otimismo pode nos levar aonde queremos chegar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Oswaldo Montenegro também me inspira. Suas músicas são doces, falam de amor, da natureza, levam-me a sonhar com dias melhores, a acreditar no amor. Ele fala que quando amamos, simplesmente amamos, a vida passa num instante, e um instante é muito pouco pra sonhar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para que explicações para o amor? Definições? Medos? Estratégias? Se a vida é um sopro, e amar e ser amado bastam para se viver uma vida cem por cento vivida, nem que seja em um instante....Viva nesta perspectiva....Ame e deixe-se amar, pois vita brevis est! Carpe Diem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;* Do livro O Melhor de Rubem Alves, p.39&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Jubis&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://deliriosdaalma.blogspot.com/"&gt;Delírios da Alma&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-4696604704876577406?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/vida-e-otimismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1avxO73QI/AAAAAAAADUM/ISequpP71KQ/s72-c/joy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-6832523667327581833</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T20:14:15.344-07:00</atom:updated><title>Visitas ao inferno.</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1Zdy940YI/AAAAAAAADUE/-neCz9mzyXE/s1600/William-Adolphe_Bouguereau_%281825-1905%29_-_Dante_And_Virgil_In_Hell_%281850%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 325px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1Zdy940YI/AAAAAAAADUE/-neCz9mzyXE/s400/William-Adolphe_Bouguereau_%281825-1905%29_-_Dante_And_Virgil_In_Hell_%281850%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489141889266930050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Já visitei o inferno. Estive lá em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada sei sobre o "Hades" mencionado pelos religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa. O inferno que já conheci e que me machuca fica aqui mesmo, na terra dos viventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estive no inferno do engano. Há algum tempo, visitei um parque suíço, em Zurique, para onde convergiam os toxicômanos da cidade. Subi o viaduto que atravessa o parque e do alto contemplei um cenário surreal e dantesco. Lama, lixo e fezes, atolavam rapazes e moças naquele submundo. Ali não existiam humanos, apenas carcaças ambulantes. Naquela mesma noite, no avião, desejei dormir profundamente só para fugir do que testemunhara. Eu preferia qualquer pesadelo a ter que conviver com aquele cenário, tão real. Perguntei-me diversas vezes quem eram aqueles jovens. E porque se revoltavam contra o sistema. Se tentavam ser livres, criaram uma masmorra. Acabaram construindo o inferno com as próprias mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquele dia, despertei: o Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um daqueles jovens tinha um pai. Um pai que pranteia porque não sabe como apagar as labaredas medonhas do lago de enxofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e até promiscuidade. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar iniciativa, criatividade e esperança. Recordo quando, no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Depois de enroscar uma tira de couro no pescoço, deu partida em um motor, que não só o estrangulou como lhe decepou a cabeça. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos. Sentei-me na roda de ímpios. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi sacerdotes alçando o vôo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespeareanas, eu próprio senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeado por suspeitas e boatos. Com o nome jogado em pocilgas, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos. E eu não sabia como reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito. Eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros. Inferno é o corredor do hospital público na periferia do Rio de Janeiro. Inferno é o campo de exilados em Darfur. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é o asilo nos Estados Unidos, que não passa de um depósito onde os velhos esperam a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, aceitei a vocação de lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me ao estudo porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça se beijarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ricardogondim.com.br/"&gt;Ricardo Gondim&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-6832523667327581833?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/visitas-ao-inferno.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1Zdy940YI/AAAAAAAADUE/-neCz9mzyXE/s72-c/William-Adolphe_Bouguereau_%281825-1905%29_-_Dante_And_Virgil_In_Hell_%281850%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3854179074505340066.post-1678928142058445502</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T20:09:17.962-07:00</atom:updated><title>sem marcas</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1YTwY12zI/AAAAAAAADT8/su8rsXn4l7U/s1600/cicatriz+de+amor+vado+aju.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 284px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1YTwY12zI/AAAAAAAADT8/su8rsXn4l7U/s400/cicatriz+de+amor+vado+aju.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489140617264356146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A cada texto que escrevo fico na expectativa de o que me sobrevirá. Geralmente sou contestado devido à ousadia (nem tanto assim) de, do meu jeito, questionar uma série de coisas nem tão evangélicas dentro dos templos evangélicos. Nessas ocasiões, meus críticos lançam mão de diversas táticas a fim de meterem medo ou, pelo menos, fazerem daquilo que escrevo algo inócuo. Há, ainda, os que não me leem para não se contaminarem e muito menos para se desviarem dos 'propósitos'.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mais surpreendente tem sido ler que sou pouco propositivo. Critico bastante, dizem alguns leitores, e proponho muito pouco. Houve até quem me sugerisse escrever somente aquilo que eu gostaria de encontrar numa igreja. O que me traria de volta para a igreja? O que me faria dar um fim no meu 'desviamento'? O que não me deixaria mais ficar parado? Noto, a partir de tais observações, que muito pouco dos cristãos que me leram entenderam minha proposta. Tudo vem corroborar minha perspectiva quanto ao leitor: a compreensão, bem como a interpretação de um texto depende das crenças (da cultura), da cosmovisão, do leitor. Ou seja, o que eu digo ou o que eu acho parte de algum lugar e nem sempre (quiçá nunca) será compreendido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ora, quando critico a igreja não significa desrespeitar os 'igrejeiros'. Mas significa que aquilo que estou narrando incomoda-me na igreja. Portanto, a leitura por trás do texto é a negação daquilo dito. Por exemplo, quando digo que o louvor musical brasileiro está australiano significa dizer que eu gostaria de cantar samba, choro ou bossa em vez de, como um papagaio, repetir os chamados the best (coisa que eu não acho que sejam). Se digo (e faço seguidamente isso) que as mensagens dos televangelistas estão mais para auto-ajuda que para bíblicas parece-me óbvio que gostaria que elas tivessem mais profundidade e conteúdo. Mas ai de quem ouse criticar Silas Malafaia, RR Soares, Juanribe Pagliarin, entre tantos e tantos outros que existem e, certamente, surgirão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não faço isso por vingança. Não tive uma decepção com algum líder. Minha relação com as pessoas das denominações por que passei (duas, no total) é como deve ser: respeitosa. Procurei contribuir enquanto por elas estive; chegou um momento, porém, que as dicotomias eram tais que tive de tomar decisões. Considerei muito melhor sair a causar danos, servir de tropeço para recém nascidos na fé. E não me arrependo. Fui tachado de tudo que se possa imaginar. Ouvi até palavras de baixo calão de alguns (pseudo)líderes – gente que, sem temor, acha-se no direito de bradar: “eu te abençoo”, “eu te dou a bênção” - como se tivessem poderes divinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já recebi propostas as mais diversas de retorno. O problema é que ou eram calcadas em valores ('não tá afim de tocar na igreja nova que estou montando? Dá um troco bom) ou no medo (se você não vem pelo amor, virá pela dor). Cansei disso. Às vezes penso em retomar o caminho da institucionalização; é mais fácil. Também penso em achar um lugar para conviver com outros cristãos, principalmente quando penso na minha filha. Ainda considero que o cristianismo é uma boa opção de crença, possui um bom padrão moral e ético. Hoje, meu retorno teria tudo a ver com cristianizar minha filha. Não tomamos (eu e a Lu) uma decisão sobre isso ainda. Questiono a mim mesmo se seria proveitoso perder a liberdade que tenho no momento. Sim, porque a instituição – a fim de sobreviver – tira a liberdade de seus fieis e põe-lhes, tocando as culpas em Deus (“a obra é Dele”, “Ele vai te abençoar” e bla-bla-blá...), compromissos: frequência, participação em eventos e contribuições financeiras. Se é verdade o que já me disseram, ainda não estou morto o suficiente para ser cristão verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por ora, quero é não cair nesse engodo midiático-cristão que aí está. Não tenho nenhuma instituição, não defendo nenhuma ideologia dessas que trazem slogans de efeitos (Deus é fiel, p.e.). Minha única dependência é de Deus. Meu maior compromisso aqui na Terra é viver dignamente e buscar proporcionar isso à minha família – minha filha e minha mulher – e, em seguida, aos meus pares humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E se posso pedir algo aos poucos que me leem: não distorçam o que escrevo. Leiam nas entrelinhas (que é onde eu prefiro dizer mais), leiam os outros textos (todos, de preferência). Mas não distorçam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esquadrinhem-me, mas com misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levi Nauter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://anotacoessobreumcristianismo.blogspot.com/"&gt;Anotações sobre um Cristianismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://anotacoessobreumcristianismo.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3854179074505340066-1678928142058445502?l=www.emeurgencia.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.emeurgencia.com/2010/07/sem-marcas.html</link><author>noreply@blogger.com (Emeurgência)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pM3KnJw2vws/TC1YTwY12zI/AAAAAAAADT8/su8rsXn4l7U/s72-c/cicatriz+de+amor+vado+aju.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>